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Ataques de Paris/ Rússia volta a propor resolução antiterrorista na ONU

2015-11-19

(ANG) - A Rússia voltou a fazer circular na quarta-feira perante o Conselho de Segurança da ONU um projecto de resolução para coordenar a luta internacional contra o Estado Islâmico (EI) e outros grupos terroristas.



Segundo a Angop, o texto é uma versão "revista" do que a Rússia distribuiu no último dia 30 de Setembro para materializar o apelo do seu presidente, Vladimir Putin, para forjar uma grande coligação contra os jihadistas, disse aos jornalistas o representante russo nas Nações Unidas, Vitaly Churkin.

Essa iniciativa nunca chegou a sair adiante, entre outras coisas porque as potências ocidentais rejeitavam cooperar com o regime sírio, aliado da Rússia.

Segundo Churkin, a nova minuta foi preparada "levando em conta os últimos trágicos eventos em Paris, no Sinai" e considerando que deve haver um "esforço coordenado por parte da comunidade internacional".

A iniciativa russa chega em paralelo à outra que a França está a preparar em resposta aos atentados da sexta-feira passada e que espera circular muito em breve aos demais membros do Conselho de Segurança.

"Estamos trabalhar num texto curto, contundente e centrado na luta contra o inimigo comum que é o Estado Islâmico", disse aos jornalistas o embaixador francês, François Delattre, que insistiu que o objectivo é buscar a "unidade" da comunidade internacional contra esse grupo terrorista.

Churkin, por sua vez, mostrou-se aberto a dar maior ênfase ao combate contra o EI, mas defendeu que é necessário levar em conta o "contexto muito complicado" que há na Síria e no Iraque e a presença ali de outros grupos terroristas como a Frente al Nusra.

O embaixador russo, que preferiu não tornar pública a sua proposta, garantiu que o texto foi recebido de forma "positiva" e considerou que a priori nenhum país teria por que encontrar nele elementos inaceitáveis.

Além disso, opinou que as posturas do seu país e da França não estão muito distantes e se mostrou a favor de que o Conselho de Segurança trabalhe sobre uma única minuta para deixar clara a sua unidade.

Segundo fontes diplomáticas, as autoridades francesas querem tentar avançar muito rapidamente já na próxima semana com as negociações, com a meta de que o Conselho possa adoptar um documento em resposta aos atentados em Paris, que deixaram na sexta-feira passada pelo menos 129 mortos e mais de 350 feridos.

ANG/Angop


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