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Líbios têm princípio de acordo

2015-12-15

(ANG)-Representantes dos dois Parlamentos da Líbia concluíram no domingo na Conferência Internacional de Roma, presidida pelos Estados Unidos e pela Itália, ser importante estabelecerem até amanhã, um acordo que acabe com a crise de quatro anos.



O enviado da ONU e mediador do diálogo político sobre a Líbia, que disse que “as negociações foram muito intensas” e que “o ambiente foi de grande consenso”, sublinhou a importância dos antagonistas terem demonstrado urgência de resolverem a situação, pois “o relógio corre a favor da paz, segurança e prosperidade” no país.

Martin Klober da ONU referiu que aquela urgência se deve sobretudo “ao crescente perigo do terrorismo, à dramática situação humanitária e necessidade de haver um Governo legítimo” e que os representantes dos dois Parlamentos “puseram os interesses nacionais e do povo líbio acima dos pessoais”.

Os representantes das potências ocidentais que participaram na conferência acentuaram a importância de um cessar-fogo imediato na Líbia “por abrir caminho ao estabelecimento de um Governo de Unidade Nacional”.

“A maioria dos representantes dos dois Governos que dividem o poder na Líbia uniram-se, estão prontos a assinar um acordo e recusam ser impedidos de o fazer por uma ou duas pessoas e interesses individuais”, disse o secretário norte-americano de Estado, John Kerry.

Na conferência participaram 15 representantes de vários grupos políticos da Líbia, bem como da União Europeia, Liga Árabe e de 17 países, entre os quais os cinco com assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia.

Os representantes dos dois Parlamentos da Líbia concordaram na semana passada, na Tunísia, “sem qualquer ingerência externa e pré-condições”, acabar com conflito que assola o país há quatro anos.

O acordo, que ainda tem de ser votado nos dois Parlamentos, prevê a criação de uma comissão de dez membros responsável por “encontrar um chefe de Governo, que reúna o consenso nacional” e dois vice-primeiros-ministros representantes da Câmara dos Representantes e do Congresso Nacional Geral.

O acordo prevê igualmente que passe a vigorar a antiga Constituição e se prepare um ambiente propício à realização em dois anos de eleições legislativas.

Outra das decisões tomadas é a criação de uma comissão constituída por cinco elementos de cada um dos Parlamentos que reveja a Constituição “em conformidade com as particularidades e os interesses actuais” da Líbia.

ANG/Jornal de Angola


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