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Terrorismo/ África Ocidental reforça segurança diante ameaça jihadista

2016-01-27

(ANG) - A ameaça jihadista na África Ocidental, perceptível desde o violento atentado contra um hotel em Burkina Faso, levou os países da região a reforçar as medidas de segurança e recomendar máxima prudência aos ocidentais.



A polícia senegalesa anunciou, segunda-feira, que no final de semana havia realizado operações especiais "num contexto de prevenção e de resposta às ameaças terroristas", nas quais 900 pessoas foram detidas.

"O alerta foi levado a sério", disse à AFP uma fonte de segurança do país, afirmando também que estavam sendo feitas simulações de ataques, especialmente em torno de Dakar.

Desde o atentado do dia 15 de Janeiro em Uagadugu, capital de Burkina Faso, um duplo atentado contra um hotel e um restaurante, que deixou 30 mortos - a maioria deles estrangeiros, a segurança nos hotéis em Senegal foi reforçada.

Em Novembro, houve o registo do primeiro sinal de alerta, quando uma dezena de pessoas, várias delas imãs islâmicos, foram detidas e acusadas por "apologia ao terrorismo" devido a afinidades com o grupo Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI, na sigla em francês).

"O Senegal continua a ser uma pequena ilha de estabilidade num oceano de instabilidade", destacou Bakary Sambe, pesquisador sobre radicalização religiosa na Universidade Gaston Berger, de Saint-Louis (norte do país), referindo-se ao Mali e ao grupo Boko Haram, que actua na bacia do lago Tchad, no centro do continente.

"Está a tornar-se cada vez mais uma zona de desdobramento estratégico das organizações ocidentais", como aconteceu depois que eclodiu a guerra civil na Costa do Marfim na década de 2000.

Para Sambe, o país está exposto e "é um alvo simbólico, já que, ao golpear Senegal, golpeia-se muitos interesses".

Mohamed Fall Oumère, especialista em segurança da região do Sahel e director do jornal mauritano La Tribune, disse que são esperados ataques nos "países como Costa do Marfim, Senegal e Mauritânia".

Para o especialista, atacando este país, "os terroristas" tentam enviar três mensagens, uma aos franceses, para lembrar-lhes sobre as consequências de sua intervenção no Mali desde 2013; outra aos países aliados de Paris e um terceiro recado aos extremistas do grupo Estado Islâmico (EI).

ANG/Angop


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