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Costa do Marfim/ Ex - Presidente diante do TPI

2016-01-29

(ANG) - O julgamento do ex-presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, e do ex-chefe de milícias, Charles Blé Goudé iniciou desde ontem em Haia, na Holanda.



Na abertura do processo, foram lidas as acusações que pesam sobre Laurent Gbagbo : crimes contra a Humanidade, assassinato, violação e perseguição, durante a longa crise político – militar entre 2010 e 2011. Laurent Gbagbo recusou imediatamente a acusação de "crime contra a Humanidade".

Antes do início dos trabalhos do Tribunal Penal Internacional, várias centenas de partidários do ex-chefe de Estado concentravam-se jà em frente ao prédio do TPI, pedindo a libertação do antigo Presidente.

Na abertura do processo, foram lidas as acusações que pesam sobre Laurent Gbagbo, que refutou imediatamente a de "crimes contra a Humanidade".

Além de Laurent Gbagbo, de 70 anos de idade, é também julgado o ex-chefe de milícias, Charles Blé Goudé, de 44 anos, cujas tropas são acusadas de centenas de execuções e abusos.

Laurent Gbagbo é o primeiro ex-chefe de Estado a comparecer diante o TPI e “o objectivo do julgamento é descobrir a verdade através de um processo estritamente legal”, segundo afirmou Fatou Bensouda, Procuradora daquela instância.

Por seu lado, Emmanuel Altit, o advogado de defesa de Laurent Gbagbo, sublinha que se trata de “um julgamento importante para a Costa do Marfim e para África”, pois “tornará possível esclarecer e compreender os acontecimentos trágicos que ocorreram no país”.

Recorde-se que tudo começou depois de publicados os resultados das eleições presidenciais de Novembro de 2010, ganhas por Alassane Ouattara. O Presidencte cessante, Laurent Gbagbo, recusou admitir a sua derrota, agarrando-se ao poder e desencandeando uma grave crise que durou cinco meses, e causou cerca de 3.000 mortos.

Ao fim de várias semanas de tensão e de violentos combates, as tropas fiéis ao antigo Presidente foram vencidas por forças marfinenses, auxiliadas por forças francesas e da ONU. Laurent Gbagbo foi detido pelas tropas de Alassane Ouattara, e extraditado posteriormente para a cidade de Haia, onde começa agora a ser julgado.

ANG/RFI


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