Alto Comando Militar proíbe realização de conferências de imprensa ou declarações públicas que pôem em causa coesão social
(ANG) – O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública comunica ao público de que fica, expressamente proibida, a realização de quaisquer conferências de imprensa ou declarações públicas não autorizadas e que poem em causa a paz e coesão social.
A proibição foi tornada pública através de um comunicado à imprensa do Alto Comando Militar, à que a ANG teve acesso hoje , produzido a 09 do mês em curso , visando a manutenção da paz e segurança na Guiné-Bissau.
“É do conhecimento público que alguns indivíduos e grupos étnicos, particularmente figuras políticas, têm promovido encontros às escondidas, utilizando essas plataformas para incitar a violência e ao desrespeito pelas interdições estabelecidas na Carta de Transição Política, bem como por resoluções e comunicados emanados deste Alto Comando. Tal conduta é inaceitável e constitui uma grave afronta à estabilidade nacional”, refere o documento.
De acordo com o comunicado, o Alto Comando Militar informa ainda que, monitoriza, com a máxima atenção, a situação em todo o território nacional, e avisa que “qualquer pessoa ou entidade que desafie a ordem pública decretada pelas autoridades de transição será severamente repreendida, em conformidade com a lei”.
“É do pleno conhecimento deste comando que determinados grupos, com base em afinidades tribais, estão a ser instigados a desafiar a autoridade, proferindo inclusive ameaças públicas contra membros do Alto Comando e algumas personalidades”, lê-se do comunicado.
Alto Comando Militar refere que os responsáveis por esses actos serão individualmente responsabilizados e que tais medidas não constituirão, em circunstância alguma, perseguição a qualquer grupo étnico ou tribal, mas sim a aplicação estrita da lei perante “atos individuais de desacato e perturbação da ordem pública”.
Segundo comunicado, o Alto Comando Militar apela a atenção do povo guineense, da comunidade internacional, do corpo diplomático acreditado no país, da sociedade civil, de todas as confissões Religiosas e das Autoridades Tradicionais para os graves fatos acima descritos, tendo em conta que a presente situação exige união, serenidade e um compromisso coletivo com o restabelecimento da ordem constitucional e da paz pública, bem como a disciplina, respeito e um espírito patriótico de todos os cidadãos. ANG/AALS//SG