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PCA do IMP considera sinalização do Canal de Geba  um desafio da segurança marítima do país

PCA do IMP considera sinalização do Canal de Geba  um desafio da segurança marítima do país

(ANG) – O Presidente do Conselho de Administração (PCA), do Instituto Marítimo Portuário (IMP), considerou hoje de um desafio para a segurança marítima do país a sinalização do Canal do Rio Geba, que banha o Porto de Bissau.

Igualdino Afonso Té fez estas afirmações em entrevista exclusiva à ANG, e disse que se trata  de um processo complexo, sobretudo quando se fala nas características geográficas e técnico operacional.

“No passado, a sinalização nas nossas águas foram feitas pelo Instituto Hidrográfico de Portugal, em conjunto com a antiga Marinha Mercante, disse.

Té disse  que já foram feitos levantamentos dos equipamentos que devem ser recolocados nas principais pontas do Canal de Geba, nomeadamente, Ponta Caió, Ponta Arlete na Ilha de Pecixe, Ponta Biombo e por último na Ilha dos Pássaros.

O PCA do IMP salientou que estes sinais são fundamentais para a navegação, sobretudo quando se trata de um país onde os transportes para as zonas insulares ainda se fazem com  meios artesanais, o que, durante a noite, torna muito difícil navegar, se não existissem pontos de referência.

Igualdino Té disse que o projecto para essa sinalização  já está orçado e vai integrar o plano de actividade deste ano da instituição .

Revelou que  no quadro do projecto foram feitas obras de reabilitação na  Ilha de Ponton, onde estão  instalados os pilotos que orientam navios que entram para o Porto de Bissau.

 Aquele responsável disse que só falta colocar os equipamentos, e que, na próxima semana, vão começar os trabalhos de reabilitação no Ilhéu dos Pássaros, e que ,com apoio do Instituto Português de Mar e Atmosfera, devem receber uma bóia oceanográfica que será ali colocada.

“Isso vai permitir fazer um monitoramento não só do tempo, mas também das condições físicas dos mares e vento, que nos permite ter informações e poder partilhar, não só com os serviços de meteorologia, mas com pescadores, embarcações de transportes marítimas entre outros”, informou Gualdino Té.

Afirmou que a maior dificuldade da instituição tem a ver com a falta de meios, principalmente financeiros, realçando que os trabalhos em algumas localidades estão a avançar com o apoio, não só do governo, mas também dos parceiros, casos de Bolama,Cacheu, Intchudé que receberão manutenção ainda no decorrer deste ano.

Igualdino Afonso Té lamentou o facto de a Ilha de Pecixe não poder receber navios de grande porte, devido o risco de se encalhar . ANG/MSC/ÂC//SG

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