Cabo Verde/Mais um turista morre após visita a Cabo Verde. É o 7.º britânico
(ANG) – Homem de nacionalidade britânica, que esteve uma semana de férias na ilha do Sal, em Cabo Verde, morreu de problemas gástricos.
A morte acontece depois de as autoridades do país terem confirmado a presença da bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis.
Em três anos, pelo menos sete turistas de nacionalidade britânica morreram após irem de férias para Cabo Verde, e de padecerem de problemas gástricos.
Esta última vítima é um homem na casa dos 50 anos que morreu após uma estadia de uma semana no hotel de cinco estrelas Riu Palace, em Santa Maria, na ilha do Sal, noticia o The Mirror.
É a sétima pessoa a morrer desde janeiro de 2023, tendo as primeiras vítimas sido, alegadamente, Jane Pressley, de 62 anos, Mark Ashley, de 55, ambos hospedados no mesmo hotel e de Karen Pooley, de 64, que estava no Rio Funana, pertencente à mesma cadeia.
A notícia surge depois de Cabo Verde ter detetado a bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis, após investigações nas ilhas do Sal e da Boa Vista, anunciou Hélio Rocha, administrador do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).
Os resultados surgem depois de o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla europeia) ter emitido, na quarta-feira, recomendações para viajantes devido a um “risco moderado” de infeções gastrointestinais em Santa Maria, ilha do Sal.
O aviso foi feito por continuarem “a ser reportados casos” e “a origem da infeção” ainda não ter sido identificada, apontou o ECDC, indicando que, desde setembro de 2022, “foram detetados mais de 1.000 casos confirmados e prováveis” de infeções gastrointestinais com origem em Cabo Verde.
Recorde-se que em fevereiro deste ano, o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde reforçou que não existia evidência de surtos Shigella no país, desvalorizando o impacto dos relatos de turistas publicados no Reino Unido sobre casos de infeções gastrointestinais entre turistas.
O governante assegurava que o sistema sanitário cabo-verdiano está a realizar uma “investigação rigorosa” em toda a cadeia produtiva, desde fornecedores a unidades hoteleiras, “para apurar se há ou não há [um surto].
“As informações que temos do nosso sistema de saúde é que não há ainda evidência de que haja surto de Shigella em Cabo Verde”, afirmou o ministro, sublinhando que “o turismo está vivo em Cabo Verde” e que o país possui indicadores de saúde “próximos do nível de países desenvolvidos”, com uma expectativa de vida de 75 anos. ANG/Lusa