Ensino/ Inspeção-Geral forma inspectores para assegurar papel de apoio, orientação e melhoria da qualidade de ensino
(ANG) – A cidade de Bissau acolhe de 14 à 18 de Setembro em curso, uma formação de formadores destinada aos inspectores da Educação, no âmbito do projeto GSESE-GB.
A ação formativa foi orçada em 3,5 milhões de euros e visa o reforço da gestão, supervisão e eficácia do sistema educativo nacional.
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Ministerio da Educação, Ensino Superior e Investigação Cièntífica, o projeto é financiado em 86 por cento pela União Europeia e em 14 por cento pelo Camões, I.P.
O projeto prevê a introdução de novas ferramentas de gestão, supervisão e avaliação das instituições de ensino na Guiné-Bissau e resulta de um processo de articulação iniciado em 2020 e liderado pela Inspeção-Geral da Educação.
A nova abordagem defendida pela liderança da Inspeção-geral da Educação pretende ultrapassar o modelo tradicionalmente centrado na fiscalização e no controlo administrativo, atribuindo à Inspeção-Geral um papel estratégico no apoio, orientação e melhoria contínua da qualidade do ensino.
Nesse âmbito, os inspetores deverão atuar como parceiros das direções das escolas e dos Conselhos Escolares, contribuindo para reforçar a capacidade das instituições na planificação, acompanhamento e avaliação dos seus resultados.
Entre os principais objetivos da formação está o desenvolvimento de competências dos inspetores para apoiar as escolas na elaboração e implementação dos seus Projetos Educativos, bem como na criação de mecanismos de autoavaliação institucional.
A iniciativa pretende ainda ajudar as comunidades escolares a identificar os seus principais problemas, avaliar os resultados alcançados e participar na definição de soluções adaptadas às suas realidades.
O projeto procura responder à desafios como o abandono escolar, as desigualdades de género, as fragilidades na gestão e as limitações existentes no acompanhamento das instituições educativas.
Até 2028, a formação deve abranger as 11 regiões educativas do país, com o objetivo de criar uma rede nacional de profissionais mais preparados para acompanhar o funcionamento das escolas.
Prevê-se que a digitalização contribua para melhorar a recolha, o tratamento e a utilização de dados educativos, tornando os processos de supervisão mais eficientes e baseados em evidências.
A estratégia da Inspeção-Geral passa, assim, pela construção de uma nova cultura no sistema educativo guineense, assente na articulação entre supervisão, avaliação, gestão e melhoria da qualidade.
Segundo Mamadu Banjai, Inspetor-geral , as ações em curso podem contribuir para antecipar problemas, apoiar os responsáveis escolares e promover uma maior responsabilização das comunidades educativas pelos resultados alcançados.
O projeto GSESE-GB surge, neste contexto, como uma das principais iniciativas para fortalecer institucionalmente a Inspeção-Geral da Educação e consolidar uma visão baseada na excelência, autonomia, responsabilidade e melhoria contínua do sistema de ensino da Guiné-Bissau.ANG/MI/ÂC//SG