ANAG sugere criação urgente de fundos para renovação das plantações de caju
(ANG) – A Associação Nacional de Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG) sugeriu a criação, urgente, de fundos destinados à renovação das plantações de caju no país, com o objetivo de garantir maior produtividade e sustentabilidade do setor.
A sugestão foi apresentada por Mamadu Corca Só, representante do presidente da organização, na cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau para o ano de 2026, realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cadju”.
Na ocasião, o responsável alertou que vários países africanos produtores de caju estão atualmente preocupados com a renovação das suas plantações, tendo em conta que muitos países compradores estão a desenvolver estratégias para alcançar maior autossuficiência no fornecimento de matéria-prima às suas indústrias.
Segundo explicou, a criação de um fundo específico permitiria apoiar os agricultores na substituição de cajueiros envelhecidos por novas plantas mais produtivas, garantindo assim a continuidade e a competitividade do setor no futuro.
Mamadu Corca Só sublinhou que o caju continua a ser a espinha dorsal da economia guineense, constituindo a principal fonte de rendimento para milhares de famílias que dependem diretamente desta atividade para a sua subsistência.
O representante da ANAG destacou ainda que o trabalho diário dos agricultores tem sido fundamental para sustentar uma parte significativa da economia nacional, razão pela qual considera essencial reforçar políticas públicas que apoiem os produtores.
Disse que, a ANAG pretende investir na renovação das plantações e no fortalecimento da cadeia de valor do caju, e diz que permitirá aumentar a produção, melhorar os rendimentos dos agricultores e garantir maior estabilidade ao que considera ser o principal setor agrícola da Guiné-Bissau. ANG/MI/ÂC//SG