Bissau acolhe “Reunião Regional” sobre uso de drogas nos países de língua portuguesa
(ANG) – Bissau acolheu hoje, uma “Reunião Regional”, sobre o uso excessivo de drogas, nos países de Língua Oficial Portuguesa.
O encontro que decorre sob o lema, “Trabalhar em Conjunto para a Saúde Pública. Minimizar os Danos e os Riscos do Uso de Drogas Ilícitas nos Países da Lingua Portuguesa, é promovido pela ONG ENDA Santé e o Grupo de Ativistas e Tratamento (GAT).
Ao presidir a cerimónia de abertura da reunião, o Embaixador de Portugal no país, Miguel Cruz Silvestre revelou que a experiência de Portugal sobre esta matéria resulta de estudos efetuados, há mais de duas décadas, e que representam um contributo técnico humano de especial relevância para reflexão conjunta que irão efetuar.
Miguel Silvestre realçou que a problemática da saúde tem sido, desde muitas décadas, um dos pilares centrais de cooperação entre Portugal e a Guiné-Bissau.
“E é neste domínio que temos procurado atuar, de forma consistente e estruturada, com o propósito de melhorar as condições de vida das pessoas, e fortalecer um sistema de saúde sustentavel”, sublinhou o Embaixador.
Para o Coordenador do Conselho Nacional do Combate a Droga(CNCD), Francisco Sanhã, o assunto da droga nestes países que participam no encontro não é apenas uma questão de saúde pública, mas também da segurança, desenvolvimento e justiça social.
“As drogas ilícitas afetam a educação, segurança, economia e, sobretudo, os futuros das nossas juventudes, porque cada vida perdida pela dependência química, representa um talento desperdiçado, uma família fragilizada e uma comunidade enfraquecida”, alertou Sanhá.
Acrescenta que a reunião se revela oportuna, na medida em que vai acordar as autoridades nacionais para a necessidade de incluir nas suas estratégias e planos emergentes a problemática do consumo de drogas, com vista a evitar situações de colapsos deste fenómeno muito sensível, que afeta a sociedade em geral.
Segundo Francisco Sanhá, para minimizar o impacto do uso de drogas nos Países da Língua Portuguesa, a liderança comunitária deve assumir o seu papel tal como se deve privilegiar realizações de trabalhos em conjunto.
“São as comunidades que conhecem de perto a realidade, e que percebem os sinais de vulnerabilidade, e que também podem oferecer apoios imediatos e construir alternativas concretas nesta matéria”, defendeu Sanhã.ANG/LLA/ÂC//SG