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CEDEAO/Conferência de Chefes de Estado rejeita programa de transição em curso e apela “transição breve”

CEDEAO/Conferência de Chefes de Estado rejeita programa de transição em curso e apela “transição breve”

(ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) apela  ao Governo de Transição  a instauração de uma transição breve, liderada por um governo inclusivo que reflita o espectro político e a sociedade da Guiné-Bissau, com o mandato de realizar reformas constitucionais, legais e políticas, bem como  organizar eleições credíveis, transparentes e inclusivas.

O apelo consta nas  resoluções finais da 68ª Sessão Ordinária da Conferência de Chefes de Estado e do Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), reunido no dia 14 de Dezembro em Abuja(Nigéria).

De acordo com o comunicdo da CEDEAO , hoje tornado público, a Conferência reitera as decisões tomadas na Sessão Extraordinária do Conselho de Mediação e Segurança (CMS) ao nível dos Chefes de Estado e de Governo, realizada em modo virtual, a 27 de novembro de 2025.

A Conferência rejeita  o “programa de transição” recentemente anunciado pelo Governo de Transição, e apela para a libertação imediata de todos os políticos detidos e a sua participação em todos os processos políticos da Guiné-Bissau.

De acordo com a resolução, a Conferência instrui a Comissão da organização a acompanhar o processo de transição, nomeadamente através do reforço da capacidade da Missão de Apoio à Estabilização da CEDEAO na Guiné-Bissau.  E autoriza a essa missão a proteger a todos os líderes políticos e às instituições nacionais das Guiné-Bissau.

A Conferência exorta, ainda, o Presidente da Comissão a liderar outra Missão de Alto Nível à Guiné-Bissau, para um maior engajamento com as autoridades da Guiné-Bissau.

“A Conferência determina igualmente o envio imediato de uma delegação do Comité de Chefes de Estado-Maior (CCEM) para dialogar com as autoridades militares.

Refere que caso a exigência de instauração de uma transição breve, liderada por um governo inclusivo, não seja cumprida, a Conferência imporá sanções específicas à todos os indivíduos ou grupos de pessoas que obstruam o retorno à Ordem Constitucional por meio de um processo inclusivo.

A conferência apela  à União Africana e  outros parceiros internacionais para apoiarem a CEDEAO nesta matéria.ANG/ÂC//SG

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