CMB/Sindicato dos trabalhadores prolonga greve e acusa presidente de incumprimento de acordo
(ANG) – O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Bissau (CMB) disse que decidiram prolongar, por duas semanas, a greve geral iniciada em Novembro, devido ao alegado incumprimento do acordo assinado, em Fevereiro com a direção da CMB, na presença do representante do Ministério da Função Pública.
Em declarações hoje à ANG, o presidente do sindicato, Ivo Indafa afirmou que a paralisação prossegue porque a direção da CMB “não está a cumprir os compromissos assumidos”, nomeadamente o início do pagamento da Segurança Social de vários funcionários.
“A greve começou hoje, 26 de Novembro e termina no próximo dia 05 de Dezembro”, disse .
Segundo Indafa, após a primeira vaga de greve, que decorreu de 18 à 24 do mês em curso, o presidente da Câmara, José Medina Lobato procedeu apenas ao pagamento de um mês de salário em atraso.
Para o sindicalista, o gesto não é insuficiente e revela “falta de interesse em diálogar com o sindicato”.
O dirigente sindical informou ainda que a dívida da Câmara Municipal para com a segurança social é “acumulada desde 2021 à 2024”, correspondendo a, 2021- 2 meses em atraso; 2022 – 3 meses; 2023 mais de seis meses e 2024 nenhum mês pago.
De acordo com o sindicato, o montante em dívida ultrapassa 600 milhões de francos CFA, aos quais se somam 72 milhões em juros, totalizando cerca de 728 milhões de francos CFA.
Indafa questiona o destino dos descontos feitos mensalmente nos salários dos trabalhadores e acusa o Presidente da Câmara de ser “um dos dirigentes que mais contribuiu para o agravamento da dívida”.
Entre as principais reivindicações, o sindicato exige o pagamento integral ou parcelada da segurança social, reajuste salarial, atribuição de subsídio de fim de semana aos fiscais dos mercados e dias de férias para o pessoal de higiene.
A greve, de acordo com Ivo Indafa, abrange todos os serviços da Câmara Municipal, e decorre com observação dos serviços mínimos.
O sindicalista criticou também uma ordem do Presidente da Câmara que mandou retirar das paredes da instituição todos os avisos relativos à greve. medida que, segundo Indafa, “nunca tinha acontecido na história da instituição”.
Disse que a primeira fase da paralisação registou “mais de 60% de adesão”.
Indafa voltou a apelar aos funcionários efetivos para confiarem no sindicato e se manterem mobilizados. ANG/LPG//SG