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Côte D`Ivoire/CEDEAO inicia  consultas regionais para redefinir prioridades de integração

Côte D`Ivoire/CEDEAO inicia  consultas regionais para redefinir prioridades de integração

(ANG) – A Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) iniciou, na terça-feira,  em Abidjan, uma consulta regional dedicada ao futuro do comércio, da integração económica e do desenvolvimento sustentável na África Ocidental.

Com duração prevista até sexta-feira, 6 de Março, esta reunião serve de prelúdio para a Cúpula Especial sobre o futuro da organização. Seu objetivo é coletar contribuições dos Estados-membros, do setor privado e da sociedade civil sobre questões de governança, segurança e transformação económica.

No início dos trabalhos, os participantes apelaram a uma integração mais concreta e inclusiva.

Falando em nome da Rede de Organizações de Agricultores e Produtores da África Ocidental (ROPPA), Cheikh Moumouni Sissoko enfatizou que “os agricultores constituem o maior setor privado da região”. Ele afirmou que os produtores agrícolas fornecem “85% dos investimentos produtivos, assumem 100% dos riscos e geram quase 60% dos empregos”.

Ele defendeu um maior reconhecimento das organizações camponesas, enfatizando a importância da preservação dos recursos naturais, da integração das questões ambientais nas políticas regionais e do ensino de projetos comunitários nas escolas.

Por sua vez, o Ministro Delegado para a Integração Africana e os Marfinenses no Exterior, Adama Dosso, elogiou “cinquenta anos de um espaço de liberdade e solidariedade do qual a região pode se orgulhar”, observando, porém, que o comércio intrarregional permanece baixo, em torno de 5 a 7%. Ele mencionou diversos desafios, incluindo a dependência de matérias-primas e as barreiras não tarifárias, propondo uma agenda com o objetivo de aumentar o comércio intrarregional para 10% até 2028 e 15% até 2030.

Falando em nome do Parlamento da CEDEAO, a Vice-Presidente Adjaratou Traoré afirmou que a integração “não pode permanecer uma questão puramente técnica” e deve refletir-se no quotidiano dos cidadãos. Ela defendeu um Parlamento Comunitário reforçado com poderes legislativos reais.

Apesar dos progressos em matéria de livre circulação e paz, o comércio intrarregional permanece abaixo de 15%, enquanto as economias da África Ocidental continuam vulneráveis ​​a choques externos. No centro dessas discussões está a Visão 2050, que visa construir uma região pacífica, próspera e plenamente integrada. ANG/Faapa

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