Cultura / ONG Casa das Letras e Artes inicia celebrações do centenário de Vasco Cabral com Biblioteca de Rua
(ANG) – A ONG Casa das Letras e Artes Vasco Cabral deu início às celebrações do centenário do poeta e ensaísta guineense Vasco Cabral com a realização de mais uma edição da iniciativa “Biblioteca de Rua”, dedicada à promoção da leitura em espaços públicos.
A atividade decorreu na Praça dos Heróis Nacionais, onde, nas primeiras horas da tarde do passado fim de semana, crianças, jovens e estudantes foram atraídos por livros dispostos ao ar livre, criando um ambiente acolhedor e educativo no centro da cidade.
Na biblioteca de rua, o público teve acesso gratuito a diversas obras de escritores nacionais e internacionais, entre as quais A Última Tragédia, de Abdulai Sila, Papá Negado, de Eliseu Banori, Desesperança no Chão de Medo e Dor, de Tony Tcheka, O Silêncio das Lágrimas, de Ismael Hipólito Djata, Palavras Suspensas, de Francisco Conduto de Pina, Páginas da Minha Vida, de Renato Moura, Escritor no Silêncio, de Carlos Vaz, e Calar Tem Grito, de Sá Sadino.
Estiveram ainda disponíveis obras de literatura infantil, juvenil, poesia, história e pensamento crítico.
O programa incluiu momentos de leitura livre, conversas informais sobre literatura e educação e interações entre leitores de diferentes idades, reforçando o papel da leitura como instrumento de inclusão social, formação cívica e valorização cultural.
Segundo a diretora executiva da Casa das Letras e Artes Vasco Cabral, Suaila Fonseca Cá, a iniciativa visa aproximar o livro do público e promover o acesso democrático ao conhecimento. “Levar os livros para a rua é levar o conhecimento para onde o povo está”, afirmou.
A responsável explicou ainda que a Biblioteca de Rua está inserida no programa anual de celebração do centenário de Vasco Cabral e tem como objetivo incentivar a leitura como prática essencial para o desenvolvimento cultural e cívico da sociedade.
“Quando se fala de livro e leitura, fala-se de informação, conhecimento e poder”, sublinhou.
Suaila Fonseca Cá encorajou a população a aproveitar a iniciativa para criar o hábito de leitura e desenvolver uma cultura de aquisição de livros, acrescentando que eventos semelhantes serão organizados em todas as regiões do país.
A iniciativa foi bem acolhida pelos participantes, que manifestaram o desejo de ver atividades do género tornarem-se regulares nos espaços públicos da Guiné-Bissau. ANG/LPG//SG