Direcção Geral de Florestas e Fauna prevê plantação de 50 mil árvores no presente ano 2026
(ANG) – A Direção Geral de Florestas e Fauna, do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural, tem em carteira o repovoamento de 50 mil árvores de diferentes espécies durante o período chuvoso do presente ano 2026.
A revelação é do Diretor-geral de Florestas e Fauna, Diamantino Ortis Quadé em entrevista concedida hoje à ANG e Rádio Pindjiguiti.
Aquele responsável disse que no ano passado, plantaram cerca de 15 mil árvores numa previsão inicial de 30 mil, quer dizer que não atingiram o objectivo traçado, devido ao inicio tardio dos trabalhos.
Informou que, para o presente ano, perspectivam plantar uma quantia de 50 mil árvores, em conformidade com os campos identificados pelos técnicos do sector, em diferentes localidades do país.
“Mas, para o esclarecimento público, o repovoamento das áreas florestais disponíveis não é tudo. O mais importante tem a ver com o seguimento das áreas repovoadas”, disse.
Aquele responsável sublinhou que o seguimento é o componente mais importante do processo de repovoamento e diz que exige a presença dos técnicos de três em três meses.
“Infelizmente, na Guiné-Bissau não acontece esse trabalho de seguimento. Seria bom tê-lo tendo em conta que o país dispõe de superfície muito pequeno em comparação com as outras partes do mundo”, afirmou.
O Diretor-geral de Florestas e Fauna referiu após o golpe de Estado de 26 de Novembro do ano passado, o Alto Comando Militar e o Governo de Transição adoptaram um Plano para controlar a exploração dos recursos florestais, para evitar o que aconteceu em 2012, em que as pessoas fizeram o desmatamento nas florestas de uma forma desorganizada.
Disse que foram interditas, durante muito tempo, actividades de cortes de árvores .
“Neste momento, essas atividades são permitidas apenas à empresas legalmente constituídas e autorizadas a fazer cortes e exploração de madeiras”, salientou.
Diamantino Ortis Quadé disse que atualmente apenas quatro empresas são autorizadas a operar ,fazendo cortes e exploração de madeiras no país.
Aquele responsável disse que existem requisitos que as referidas empresas devem respeitar, dentre os quais, a solicitação da quantia de metros cúbicos de árvores de que precisa, requisição de corte junto a Direcçáo Geral de Florestas bem como fazer o pagamento das licenças de corte.
Afirmou que, por sua vez, a DG das Florestas constitui uma equipa que acompanha a empresa nas matas, desde corte até carregamento dos contentores.
Ortis Quadé disse que participam no controlo da exploração florestal, representantes da Brigada Nacional de Proteção de Meio Ambiente e Natureza, Polícia Judiciária, Inspeção das Florestas. ANG/ÂC//SG