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Governo valida hoje bases da Política Nacional de Energia

Governo valida hoje bases da Política Nacional de Energia

(ANG) – O Governo da Guiné-Bissau deve validar hoje, através de uma Mesa Redonda de Alto Nível, as bases orientadoras da Política Nacional de Energia, documento que define as principais diretrizes para o desenvolvimento do setor energético no país.

De acordo com o Diretor-geral da Energia, Carlos Alberto Handem, a elaboração da política resulta de um “amplo processo participativo”, coordenado pelo Ministério da Energia com o apoio da CEDEAO e financiamento do Banco Mundial, no âmbito do Projeto Regional de Acesso à Eletricidade Fora da Rede (ROGEAP).

Criado em 2021, o ROGEAP é implementado pela CEDEAO e pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), abrangendo 19 países da África Ocidental e Central, entre os quais a Guiné-Bissau.

O projeto visa promover o acesso universal à eletricidade e incentivar o uso de fontes renováveis.

Durante a cerimónia, Carlos Aberto Handem, em representação do Ministro da Energia, destacou que o evento representa “um momento histórico na caminhada do país rumo a um sistema energético moderno, inclusivo e sustentável, capaz de responder aos desafios do desenvolvimento económico e social”.

Segundo Handem, a Política Nacional de Energia se baseia em cinco eixos estratégicos: o reforço institucional e regulação do setor, modernização das infraestruturas e promoção de um mercado competitivo, expansão do acesso à energia em todo o território nacional, diversificação das fontes e garantia de segurança energética e estímulo ao investimento privado e criação de empregos verdes.

O diretor-geral sublinhou ainda que as orientações refletem a visão do Governo de construir um setor energético robusto, eficiente e inclusivo, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com a integração regional no espaço da CEDEAO.

Handem expressou o reconhecimento do Governo aos seus parceiros internacionais, destacando o apoio técnico, financeiro e institucional da CEDEAO e do Banco Mundial.

“O sucesso desta política dependerá do empenho de todos, governo, setor privado, sociedade civil e parceiros internacionais, para a transformação da energia num instrumento de progresso e bem-estar para todos os guineenses”, concluiu.ANG/MI//SG

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