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Irã/Guarda da Revolução confirma morte de Larijani em novo ataque contra a Telaviv 

Irã/Guarda da Revolução confirma morte de Larijani em novo ataque contra a Telaviv 

(ANG)– O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou esta quarta-feira ter lançado um ataque com mísseis contra Telavive, em retaliação pela morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e conselheiro do líder supremo.

A instituição assegurou num comunicado divulgado pelos meios de comunicação oficiais iranianos que a ofensiva faz parte da “onda 61” da operação “Promessa Cumprida 4” e que utilizou mísseis de vários tipos, nomeadamente “Khorramshahr 4”, “Qadr”, “Emad” e “Kheibar Shekan”, alguns deles com capacidade para ogivas múltiplas.

O Irão associou a operação à morte de Larijani e dos “seus companheiros”, sem fornecer detalhes adicionais sobre as circunstâncias do falecimento.

O IRGC afirmou que os projécteis atingiram “mais de 100 alvos militares e de segurança” e garantiu que os sistemas de defesa aérea israelitas foram ultrapassados durante o ataque.

Além disso, indicou que partes de Telavive teriam sofrido cortes de energia eléctrica e que a resposta dos serviços de emergência foi dificultada.

O serviço de emergências israelita Magen David Adom (MDA) informou que duas pessoas morreram em Ramat Gan, no distrito de Telavive, devido a um impacto num edifício causado pela salva de mísseis lançada pelo Irão.

Estas são as primeiras vítimas mortais dos ataques iranianos reportadas por Israel desde 09 de Março, elevando o número oficial de mortos em território israelita na actual guerra contra o Irão para 14. Já o Irão estima oficialmente um número superior a 230 mortos e feridos.

Para além de Larijani, o IRGC confirmou esta terça-feira a morte do líder da milícia Basij, general Gholamreza Soleimani, que tinha sido anunciada anteriormente pelo exército israelita.

A força ideológica do Irão declarou no seu ‘site’ oficial, Sepah News, que o oficial de alta patente “foi martirizado num ataque terrorista perpetrado pelo inimigo americano-sionista”.

Israel começou por reivindicar a eliminação do comandante do grupo de voluntários da organização paramilitar, num ataque na segunda-feira à noite em Teerão, bem como a de Larijani, antigo presidente do Parlamento iraniano, cuja morte só agora foi confirmada por Teerão.

A Guarda Revolucionária atribuiu a morte de Soleimani a um “ataque terrorista” e elogiou o seu papel “estratégico e incomparável” dentro da milícia Basij, avisando que a organização não cessará a sua missão.

Ao longo do dia de terça-feira, as forças israelitas anunciaram que voltaram a atacar membros e posições da milícia Basij em dez locais de Teerão, numa ofensiva aérea que alvejou “a infra-estrutura de comando” das unidades paramilitares iranianas, que, segundo os militares israelitas, tinham transferido as respectivas operações para novos quartéis-generais, entretanto atacados.

Israel responsabiliza a milícia Basij pelas principais operações de repressão na República Islâmica, nomeadamente contra os manifestantes que realizaram em Janeiro passado amplos protestos contra o regime teocrático, e resultaram em dezenas de milhares de mortos e detidos.

Nos últimos ataques israelitas contra a capital iraniana também terá sido ferido, segundo relatos de várias figuras ligadas ao regime, o filho do anterior líder supremo, Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde a nomeação há mais de uma semana.

Na quinta-feira, o clérigo fez o primeiro discurso à nação, mas foi lido por uma apresentadora na televisão iraniana.

O exército israelita ameaçou esta terça-feira que vai “seguir, encontrar e neutralizar” o filho de Ali Khamenei, depois de ter anunciado a eliminação de vários dirigentes políticos e altas patentes militares iranianos nas últimas duas semanas.

O Departamento de Estado norte-americano divulgou uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações que levem à localização de alguns dos principais líderes iranianos, em particular da Guarda da Revolução, numa lista que inclui o novo líder supremo.

ANG/Inforpress/Lusa

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