Juiz de Instrução Criminal decreta prisão preventiva de dois agentes das Forças de Defesa e Segurança, suspeitos de envolvimento no espancamento até à morte de Luís Bedam
(ANG) – Um Juiz de Instrução Criminal (JIC) decretou, segunda-feira, a prisão preventiva de dois agentes das Forças de Defesa e Segurança, suspeitos de envolvimento no espancamento até à morte de Luís Bedam, ocorrido no passado dia 31 de dezembro de 2025.
A informação consta de uma Nota à imprensa do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da Procuradoria-Geral da República, assinada pelo assessor Maurício Alves Correia, à que a ANG teve hoje acesso .
Segundo o documento, os suspeitos, identificados como o sargento Carlitos Luís Imbaná e o soldado Abene Albino Sambú são indiciados pela prática do crime de homicídio de Luís Bedam, ajudante de transporte público interurbano conhecido por “Toca-Toca”, da linha Matadouro–Quelelé–Bôr.
No despacho, o Juiz de Instrução Criminal sublinha que, durante as diligências probatórias e o debate instrutório realizados pelo Ministério Público, os dois militares confessaram a autoria do crime de que são acusados.
Face aos factos elencados pelo Ministério Público e à gravidade do crime, o magistrado decidiu aplicar, como medida cautelar, a prisão preventiva aos dois suspeitos, que permanecerão detidos enquanto aguardam os ulteriores trâmites processuais.
Na quarta-feira, 7 de Janeiro, o magistrado do Ministério Público titular do processo requereu ao JIC a aplicação da prisão preventiva, invocando o perigo de fuga e a possibilidade de perturbação do normal decurso das investigações.
A Nota refere que, em caso de acusação formal, julgamento e eventual condenação, os arguidos incorrem em penas que variam entre oito e 16 anos de prisão efetiva.
A morte de Luís Bedam provocou ondas de protestos populares no bairro da vítima e que foram desfeitos por agentes da ordem pública.ANG/LPG/ÂC//SG