Marrocos/Praça Bab El Had vibra com as corres de África
(ANG) – A Praça Bab El Had, em Rabat, torna-se, a cada jogo, e algumas horas antes do início das partidas da Copa Africana de Nações (CAN), um ponto de encontro privilegiado para torcedores de todos os cantos do continente.
Basta seguir as cores usadas pelos diferentes torcedores, ouvir o ritmo dos tambores e deixar-se guiar até “Bab Lhad”, este lugar emblemático que se transforma em uma encruzilhada africana a céu aberto, que abraça toda a África.
Na Praça Bab El Had, conhecida pelos moradores de Rabat como um portal histórico, os torcedores africanos, com lenços no pescoço e agitando as bandeiras de seus países, conferem à AFCON uma marca especial.
De fato, Bab El deixou de ser um ponto de passagem e se tornou um ponto de encontro imperdível, sem qualquer coordenação prévia, para os torcedores que ali se reúnem, inicialmente em pequenos grupos, antes de gradualmente se expandirem e se tornarem um palco coletivo onde canções, gritos e batidas de tambor se misturam.
No coração desta praça, o futebol une a todos. Nesse contexto, Malek El Bahri, torcedor tunisiano de Sfax, contou à MAP que viajou ao Marrocos para apoiar as Águias de Cartago, enfatizando que “a atmosfera é excepcional nesta praça lendária, onde torcedores de diferentes nacionalidades dão asas à sua alegria em um ambiente de calma e total segurança”.
“Apesar da eliminação da Tunísia, ficarei em Marrocos”, declarou, expressando sua esperança de que a seleção marroquina conquiste o título da CAN.
Ele destacou, a este respeito, que apesar da eliminação de suas respectivas seleções nacionais, vários torcedores preferiram prolongar sua estadia no Reino para desfrutar do ambiente do torneio, agradecendo a Marrocos pela organização excepcional desta 35ª edição da CAN.
O mesmo sentimento foi partilhado por Youssra, outra adepta marroquina vinda de França, que observou, numa declaração semelhante, que tem o hábito de passar por Bab El Had antes de se dirigir ao estádio, acreditando que este local histórico lhe dá a impressão de que toda a África está presente em Marrocos.
Essa fã dos Leões do Atlas expressou seu desejo de ver a seleção marroquina levantar o troféu, observando que a organização da CAN é fantástica e que a atmosfera é repleta de paz e amor.
Já Martine Mayegue, uma camaronesa que veio da Bélgica para apoiar os Leões Indomáveis, considerou a Praça Bab El Had uma parada obrigatória antes de seguir para o estádio.
“Há muita gente. O ambiente é fantástico e o povo marroquino é muito hospitaleiro. Só há alegria”, disse ela.
Para Brahim Mba, cidadão guineense, a Praça Bab El Had é um local fundamental nesta CAN, onde os torcedores se reúnem sempre, e ele destaca que vem para celebrar a alegria da CAN mesmo que a seleção de seu país não tenha se classificado para a fase final.
Entre os sons das vuvuzelas e as bandeiras tremulando, a Praça Bab El Had permanece uma encruzilhada onde diferentes histórias se desenrolam e onde os caminhos de apoiadores de todos os lugares se cruzam para celebrar um festival coletivo onde a alegria se torna sagrada.
Mais do que um simples ponto de encontro para torcedores africanos, a Praça Bab El Had pretende ser uma memória viva e um festival espontâneo no coração de Rabat, antes que todos invadam os retângulos verdes onde a rivalidade entre os jogadores dita as regras. ANG/Faapa