ONG Enda Santé reúne parceiros para definição de estratégias de mobilização de financiamentos internos para o sector
(ANG) – A ONG Enda Santé Guiné-Bissau e os seus parceiros, se reúnem hoje num Ateliê Nacional de Plaidoyer sobre a mobilização de recursos domésticos para o financiamento do sector de saúde no país.
Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura do evento, a Directora Nacional da Enda Santé, disse que até o momento a Guiné-Bissau é um dos países do mundo com uma “forte dependência” do financiamento externo.
Katia Barreto informou que a maior parte dos recursos financeiros utilizada no sector de saúde provêm de apoios de outros países e parceiros internacionais.
“Os financiamentos do Estado para o sector de saúde do país nos anos 2018-2019 é de sete por cento e nos anos 2020-2021, caiu para três por cento”, disse, frisando que, pelos vistos ainda não se atingiu os 10 por cento de financiamento interno.
Aquela responsável acrescentou que esse número demonstra que ainda o país depende em mais de 90 por cento de financimentos externos para o setor da saúde.
“Em várias ocasiões são as próprias famílias que assumem os custos de saúde de modo geral, por isso temos as contribuições das famílias, parceiros e uma parte que vem do Estado”, sublinhou.
Katia Barreto afirmou que, o objectivo do Ateliê é justamente reunir com os parceiros para análises das origens dos recursos financeiros que são utilizados no sector de saúde, para se definir estratégias capazes de reduzir a dependência externa que cada vez mais é reduzida.
“Se notarmos a partir do início de 2025, houve mudanças na administração dos Estados Unidos de América que é um dos maiores financiadores internacionais de questões ligadas a saúde. Se esses financiamentos estão a reduzir é preciso que a Guiné-Bissau encontra mecanismos para reduzir essa dependência de apoios externos.
O Ateliê Nacional de Plaidoyer sobre a mobilização de recursos domésticos para o financiamento do sector de saúde, com a duração de um dia, é organizado pela Enda Santé, conta com participação do Governo, através de Ministério de Saúde, das Finanças, é de parceiros internacionais, organizações da Sociedade Civil e do Sector Privado.ANG/ÂC//SG