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”Os primeiros 100 dias deste governo devem ser vistos como  definição de um novo rumo para a Guiné-Bissau”, diz Ilidio Vieira Té

”Os primeiros 100 dias deste governo devem ser vistos como  definição de um novo rumo para a Guiné-Bissau”, diz Ilidio Vieira Té

(ANG) – O Primeiro-ministro de Transição (PMT), disse segunda-feira que, os primeiros 100 dias do seu Governo, devem ser vistos como período de estabilização, organização, e definição de um novo rumo para a Guiné-Bissau.

Em conferência de imprensa sobre o balanço dos 100 dias do Governo de Transição, Ilídio Vieira Té disse que assumiu as funções  num contexto político particularmente sensível , na sequência dos acontecimentos de 26 de Novembro de 2025, e com a missão de preservar a estabilidade,  restaurar a confiança nas instituições e garantir que o Estado voltasse a funcionar com normalidade.

“A governação destes 100 dias foi guiada por uma ideia simples: estabilizar , reformar e finalmente desenvolver o país. A título pessoal, encarrei este período como um grande desafio de responsabilidade histórica, porque o país precisava de serenidade, diálogo e sentido do Estado”, salientou o PM.

Vieira Té disse que os  100 dias de governação se assentaram em três pilares fundamentais, nomeadamente a estabilidade política e institucional, a responsabilidade financeira, e a autoridade e funcionamento do próprio Estado.

Assegurou  que o Governo continuará a pagar salários com prontidão à todos os funcionários públicos em ativo.

“O pagamento de salário, passará por enquanto a ser efetuada com as mãos, como forma de ajudar o Governo a detectar  funcionários não presentes no local de serviço mas que até então recebem no final do mês”, referiu o Chefe do Governo.

Vieira Té disse que o Governo continua até então, a manter diálogo com a CEDEAO e  a União Africana. “As organizações que suspenderam a Guiné-Bissau declararam claramente o desrespeito ao país, por isso, não podem exigir o respeito do povo guineense”, disse.

Falando de eleições, Ilídio Vieira Té  referiu que o Presidente da República de Transição, Horta Inta-a  marcou as próximas eleições gerais para o dia 06 de Dezembro de corrente ano, e que  o Governo optou que seja feita a atualização progressiva dos cadernos  eleitorais, em vez de se começar tudo de novo.

No que se refere a formação de um Governo de Inclusão Nacional defendeu que tem demostrado total abertura para a formação de um Governo Inclusivo, e que para o efeito foi formalizado convites aos diferentes partidos políticos, mas que a  Coligação PAI-Terra Ranka liderado por Domingos Simões Pereira e o Partido da Renovação Social (PRS), (Ala do Fernando Dias da Costa) recusaram a proposta..

Disse que, mesmo com essa recusa continuam abertos a receção daqueles que pretendem integrar o Governo de Inclusão Nacional, para se trabalhar para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. ANG/LLA/ÂC//SG             

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