Presidente da Associação de Retalhistas pede aplicação de isenção de taxas à certas categorias de vendedores por todo o país
(ANG) – O Presidente da Associação de Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau (ARMB), pede que a decisão do Governo de Transição de isentar os vendedores de chão de pagamento das taxas municipais seja extensa à todo o território nacional, não apenas à cidade de Bissau.
Aliu Seide fez o pedido, segunda-feira, durante uma conferência de imprensa convocada para reagir à decisão governamental.
Segundo o responsável, todos os vendedores de chão devem beneficiar da medida, sublinhando que o Executivo deve comunicar formalmente os comités de Estado regionais para garantir o seu cumprimento, caso contrário, alertou para possíveis reações por parte da associação.
O dirigente associativo defendeu ainda que a isenção deve contemplar igualmente as mulheres que vendem produtos alimentares em bandejas à cabeça, tais como bananas, mancarras e outros bens de primeira necessidade, que continuam a ser cobradas pela Câmara Municipal de Bissau.
Aliu Seide afirmou ter tido, recentemente, acesso ao documento do Conselho de Ministros, diz estar satisfeito com a medida, porque “o mais importante é defender os mais fracos”.
Elogiou ao Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, e o Presidente da República de Transição, Horta Inta–a, pela iniciativa.
O presidente da ARMB elogiou igualmente as ações de limpeza levadas a cabo pelo Governo nos mercados. “Os governantes devem ser reconhecidos quando realizam um bom trabalho”, disse.
Na sua comunicação, Seide apelou aos investidores nacionais e estrangeiros a apostarem no país, e sustenta que existem condições de segurança para os investimentos, tanto de dia como de noite.
Destacou que os comerciantes são fundamentais para a economia, uma vez que contribuem para as receitas do Estado através do pagamento de impostos, taxas alfandegárias e municipais.
Relativamente ao mercado de Bandim, Aliu Seide confirmou que o projeto de construção mantém-se de pé e que os vendedores já foram recenseados. Indicou ainda que existe uma maquete do futuro mercado e que o presidente da Câmara Municipal de Bissau, José Lobato Medina, deslocou-se à China onde fez contactos com a empresa construtora, cujos técnicos já visitaram o local.
Aliu Seidi recordou a experiência do Mercado Central (Feira de Praça), alertando para a necessidade de garantir que os atuais vendedores sejam devidamente recenseados, antes da evacuação temporária, de forma a assegurarem o regresso aos seus lugares, após a conclusão das obras.ANG/MI/ÂC//SG