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Presidente do Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau defende maior visibilidade de mulheres na administração sanitária global

Presidente do Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau defende maior visibilidade de mulheres na administração sanitária global

(ANG) O Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau, na pessoa de seu presidente Magda Robalo, defende o equilíbrio do género na administração dos serviços sanitários no mundo.

Segundo a Rádio ONU, este desejo foi recentemente manifestada pela presidente deste instituto, Magda Robalo no âmbiro da   70ª. Comissão de Estatuto das Mulheres, CSW70, cuja reunião teve lugar recentemente  em Nova Iorque.

A meta, indica a antiga ministra da saúde da Guiné-Bissau, é alçar a voz feminina para fechar a lacuna existente entre as que prestam serviços e os que administram o setor.

Para Magda Robalo,  ex-diretora da OMS na África, sem combater essa disparidade e sem priorizar as mulheres, o mundo não conseguirá lidar com questões como vivências, realidade e temas urgentes da saúde da mulher.

“A OMS estima que, de uma maneira geral, cerca de 70% dos trabalhadores de saúde são mulheres, sobretudo na área da enfermagem, as parteiras, mas também cada vez mais médicas e técnicas de laboratório na área da pesquisa etc. No entanto, quando olharmos para a percentagem de mulheres que lideram o setor da saúde, ela é de apenas 25%. Portanto, existe um buraco muito grande entre aquelas que prestam serviço, aquelas que fornecem serviços de saúde, aquelas que gerem o sistema de saúde e aquelas que lideram o sistema de saúde,”sustenta Magda Robalo

Acrescenta que ,quando a mulher não tem acesso de forma igual aos cuidados de saúde, porque depende do marido, depende da família do marido ou depende dos pais para ter direito e autorização, por exemplo, para utilizar métodos de planificação familiar, está-se perante  “uma rejeição,  uma negação da justiça”.

A presidente do Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau sublinha  que os  direitos das mulheres e meninas aos mais elevados padrões de saúde alcançáveis estão previstos em acordos consensuais estabelecidos durante a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, a Plataforma de Ação de Pequim e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

“São também defendidos em mecanismos da justiça internacional sobre direitos humanos atribuindo aos Estados a obrigação de respeitar, proteger e efetivar os direitos relacionados à saúde sexual e reprodutiva das mulheres e meninas”, disse ela.

Segundo a Rádio ONU, mais do que advogar pelo acesso de mulheres no setor, a posição da médica guineense também é favorável a melhorias na direção protagonizada por mulheres no mundo lusófono, para definir políticas e decisões de saúde em benefício da sociedade.

O Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau também forma cidadãos não guineenses. Para Robalo, as mulheres na liderança, apesar das suas competências e trabalho enorme, continuam invisíveis no palco da saúde mundial, e as barreiras observadas têm a ver com a dominância da língua inglesa e francesa. ANG/Rádio ONU

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