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Roménia/Governo rejeita unificação com Moldova e defende integração na UE

Roménia/Governo rejeita unificação com Moldova e defende integração na UE

(ANG) – O Presidente da Roménia, Nicusor Dan, afirmou hoje que a integração europeia da vizinha Moldova é “uma das formas de aproximar os dois Estados”, recusando implicitamente a proposta da líder moldava, que defendeu recentemente a união dos dois países.

O europeísta Nicusor Dan afirmou hoje que a Roménia nunca será indiferente “ao destino de um Estado onde o romeno é falado e sentido”.

“Cada decisão política ou administrativa, cada reunião de alto nível ou técnica, aproxima-nos, até nos encontrarmos no lugar que nos corresponde na grande família europeia”, disse o chefe de Estado romeno, num discurso perante diplomatas acreditados em Bucareste.

Neste sentido, sublinhou que a integração europeia da Moldova — país candidato à adesão à União Europeia – representa “uma das formas de aproximar os dois Estados”, destacando os benefícios concretos deste processo.

“Se tivéssemos um referendo, votaria pela reunificação com a Roménia. Está a tornar-se cada vez mais difícil para um país pequeno como a Moldova sobreviver como democracia, como Estado soberano e, claro, resistir à Rússia”, disse a Presidente moldava, Maia Sandu, numa entrevista a um órgão britânico, no início desta semana.

No entanto, Sandu admitiu que o apoio dos cidadãos moldavos à integração com a Roménia não é maioritário.

Segundo a imprensa local, a maioria dos moldavos também tem cidadania romena, embora apenas um terço da população, cerca de 2,4 milhões de pessoas, apoie a união com a Roménia.

A declaração da Presidente moldava valeu-lhe críticas internas, com o Partido Socialista, próximo da Rússia, a pedir a demissão de Sandu.

A Moldova, uma antiga república soviética onde grande parte da população fala a língua romena, situa-se numa região que entre 1918 e 1940 fez parte da Roménia, antes de ser absorvida pela então União Soviética (URSS).

Após a dissolução da URSS, a Moldova declarou a sua independência, embora tensões territoriais e étnicas com a minoria de língua russa tenham persistido no país desde então.

Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscovo tem intensificado as ingerências na Moldova, com partidos políticos pró-russos que procuram afastar o país do caminho europeísta que Sandu defende.ANG/Lusa

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