”2ª Edição do Festival de Jeta, servirá de polo de união e intercâmbio cultural entre diferentes etnias da Guiné-Bissau”, diz o promotor
(ANG) – O promotor do Festival Manjaca da Ilha de Jeta, no sector de Caió, região de Cacheu, norte do país, afirmou que a segunda Edição do evento irá servir de polo de união e encontro entre as diferentes etnias e culturas do país.
Adelino da Kosta falava em entrevista concedida, quinta-feira, à ANG e o Jornal Nô Pintcha, no âmbito dos preparativos da 2ª Edição do Festival Manjaca da Ilha de Jeta, que decorre naquela localidade no próximo dia 28 .
“O evento irá servir igualmente de interação, trocas de experiências, e para medir a pulsação e calor humano entre as diferentes grupos e etnias, porque é um momento em que o país tanto precisa dessa aproximação”, frisou.
Da Kosta afirmou que, devido ao atual conjuntura sócio-política do país, o Festival de Jeta tinha toda a razão para ser cancelado, mas não pode ser cancelado porque o seu objetivo principal é unir as populações , dar um consolo uns aos outros sobre questões que une os diferentes grupos étnicos da Guiné-Bissau.
“O Festival de Jeta vai permitir que os guineenses partilhassem as suas dificuldades, através de demonstração de diferentes peças culturais, e chorar para que as suas lágrimas lavassem as sujeiras, a mágoa e dor que nodam o seus percursos rumo ao desenvolvimento”, salientou.
Perguntado se a 2ª Edição do Festival de Jeta irá contar com presença de personalidades estrangeiras, Adelino da Kosta disse que essa presença tem feito sempre parte dos seus planos tendo em conta que o desejo dos promotores é a internacionalização do Festival.
“O sentido do Festival de Jeta, não se resume apenas a etnia manjaca, nem para ficar apenas na Guiné-Bissau, mas sim, mostrá-lo internacionalmente através de criação de uma ponte onde se pode agarrar e atingir a outra margem”, sublinhou.
Kosta acrescentou que o Festival de Jeta tem servido de trampolim das pessoas para virem conhecer a Guiné-Bissau, e, por outro lado, fazer com que os guineenses demonstrassem ao mundo as suas potencialidades culturais.
“Os guineenses precisam de demonstrar ao mundo as suas riquezas culturais que são abundantes. A título de exemplo, é a nossa forma de vestir que deve marcar a diferença com estilos europeus e outros”, disse Adelino da Kosta. ANG/ÂC//SG