Ministério do Interior desmantela rede de emigração clandestina em direção à Europa
(ANG) – O Ministério do Interior desmantelou uma rede de emigração clandestina que envolvia 22 cidadãos estrangeiros que utilizavam a Guiné-Bissau como rota de passagem.
A operação foi anunciada esta terça-feira pelo porta-voz do Ministério do Interior, Agostinho Tonecas Djata, durante uma conferência de imprensa.
Segundo Djata, foram detidos, na segunda-feira, 22 indivíduos provenientes da Guiné-Conacri e do Mali, além de um cidadão nacional, que pretendiam chegar à Espanha através de pirogas.
“Foram detidos 22 cidadãos de três nacionalidades: 17 da Guiné-Conacri, 4 do Mali e 1 cidadão nacional, todos com evidências de tentativa de emigrar”, assegurou Djata.
O porta-voz lamentou o facto de esta prática envolver também crianças e mães, muitas vezes sem plena consciência dos riscos associados à travessia.
“Entre as 22 pessoas, incluem-se crianças e mães. Percebemos que estes menores são utilizados como escudos para atingir o objetivo de chegar à Espanha, sem que se tenha a plena noção dos riscos”, salientou Tuneca Djata.
Apelou à população guineense para denunciar este tipo de atividade, que classificou como um flagelo, sobretudo pelo uso do país como corredor para a migração ilegal.
“Lançamos um forte apelo aos cidadãos guineenses para denunciarem esta prática, porque está a tornar-se um flagelo, dado que o país está a ser utilizado como rota para chegar à Europa”, disse Djata.
O porta-voz do Ministério do Interior revelou que há indícios de envolvimento de cidadãos nacionais, tanto residentes no país como no exterior, nomeadamente em Espanha, assegurando que o caso seguirá os trâmites legais. ANG/RSM