CNT exige provas que sustentam que a participação no Referendo ê inferior à cinco por cento
(ANG) O Conselho Nacional de Transição (CNT) exige que todas as entidades que divulgaram números sobre a participação no Referendo Constitucional, realizado a 30 de Agosto, apresentem provas, dados e metodologias capazes de sustentar as suas estimativas.
Numa segunda conferência de imprensa realizada hoje sobre o processo, o vice- presidente da Comissão Técnica do Referendo do CNT, Rui Alberto Pinto Pereira, alertou para a necessidade de distinguir factos comprovados, estimativas, declarações políticas e propaganda.
Aquele responsável considera contraditórios os números divulgados após a votação.
“Enquanto responsáveis da Comissão Nacional de Eleições (CNE) apontam para uma participação superior a 50 por cento, dirigentes e estruturas da oposição defenderam uma participação inferior a 5 por cento ou um boicote superior a 90 por cento”, referiu.
Perante a diferença entre as estimativas, o CNT questiona a metodologia utilizada para chegar à essas percentagens e exige que sejam tornados públicos os elementos que sustentam os números apresentados.
Entre os dados que, segundo Alberto Pinto Pereira, devem ser esclarecidos, estão o número de mesas de voto observadas, a cobertura territorial, a identificação dos observadores envolvidos, os dados recolhidos e o método utilizado para produzir uma estimativa a nível nacional.
O Conselho Nacional de Transição chama ainda a atenção para a diferença entre abstenção e boicote, considerando incorreto atribuir automaticamente uma motivação política à todos os cidadãos que não participaram na votação.
Aquele responsável disse que, mesmo depois da divulgação da taxa oficial de abstenção, não será metodologicamente correto concluir que todos os eleitores ausentes das urnas aderiram ao boicote.
Rui Pinto Pereira disse que, o CNT defende, por isso, que a avaliação definitiva da participação no referendo seja feita com base em dados oficiais, verificáveis e devidamente documentados.
Afirmou que, a verdade sobre a participação e os resultados do Referendo deve resultar do apuramento oficial, e não de estimativas ou declarações influenciadas por interesses políticos. ANG/AC//SG