Recursos Naturais/Ministro Júlio Mamadú Baldé entrega licença de exploração petrolífera à empresa Tender Oil e Gas Ltd
(ANG) – O ministro dos Recursos Naturais, Júlio Mamadú Baldé, procedeu quarta-feira a entrega formal da licença de exploração petrolífera dos blocos 5C e 6C nas águas territoriais do país à uma delegação da empresa norte americana Tender Oil & Gas Ltd.
De acordo com uma nota à imprensa do Gabinete da Assessoria deste ministério, à que a ANG teve acesso, durante o encontro, o ministro recomendou as empresas licenciadas a apresentação de resultados concretos, e advertiu que o Governo não tolerará situações de inércia ou incumprimento dos compromissos assumidos.
Na ocasião, segundo a nota, Júlio Baldé criticou a prática de algumas empresas que teriam recebido licenças de exploração em África, particularmente na Guiné-Bissau, apenas para valorizar os seus ativos nos mercados financeiros, sem desenvolverem qualquer atividade efetiva de prospeção e exploração.
“Muitas companhias receberam licenças e não fizeram nada. A economia do nosso país precisa dos seus recursos. Um recurso natural que permanece no subsolo representa apenas uma potencialidade, não um valor económico. Se não extrairmos os nossos recursos e não os introduzirmos no circuito económico, continuaremos na pobreza. Os recursos naturais devem ser explorados para promover o desenvolvimento do país”,disse.
Referindo-se à Tender Oil & Gas Ltd., que passa a operar nos blocos 5C e 6C, o ministro explicou que se trata de uma área fronteiriça ainda pouco conhecida do ponto de vista geológico, sem cobertura sísmica suficiente e sem informação detalhada sobre as suas estruturas, circunstâncias que exigirão um trabalho de prospeção rigoroso e tecnicamente exigente.
O governante foi igualmente categórico ao destacar a importância da perfuração de poços exploratórios.
Segundo Baldé, não é com um furo a cada vinte anos que se vai descobrir petróleo, realçando que, apenas através da perfuração se pode confirmar a existência de hidrocarbonetos em quantidades comercialmente viáveis.
Informou que o último poço exploratório relevante realizado no offshore da Guiné-Bissau foi o Sinapa-2, em 2004, onde foram identificados indícios da presença de petróleo, mas não em volumes comercialmente exploráveis.
Júlio Baldé manifestou confiança na capacidade da Tender Oil & Gas Ltd, elogiando o seu Presidente do Conselho de Administração, Ovídiu Tender, que descreveu como um empresário comprometido com o desenvolvimento do continente africano.
“Trata-se de um grupo sério e tenho plena confiança de que realizará um trabalho de qualidade e o Governo estará ao seu lado para apoiar a concretização deste projeto”, garantiu.
Dirigindo-se ao conjunto do setor petrolífero, o ministro frisou que qualquer companhia que não cumpra o programa de trabalho previsto no acordo celebrado com o Governo perderá a sua licença.
“Não se pode dispor de recursos naturais em grande quantidade e continuar a viver na pobreza. O desenvolvimento económico da Guiné-Bissau depende da valorização responsável dos seus recursos naturais”, afirmou.
ANG/MSC/ÂC//SG