Aglomeração de lixo na Avenida Kumba Ialá incomoda praticantes de exercícios físicos
(ANG) – A aglomeração de lixo na zona de bolanha que separa Antula do Matadouro, ao longo da Avenida Kumba Ialá, em Bissau, está a provocar mau cheiro e a incomodar pessoas que, diariamente, passam pelo local e praticam exercícios físicos.
Segundo a reportagem da ANG, os resíduos encontram-se amontoados em diferentes pontos da estrada, que liga Antula, Djolo, São Paulo e Guimetal.
O lixo espalhado nos passeios atrai moscas e provoca cheiros fortes, sobretudo em dias de calor e durante o período chuvoso, incluindo junto às pontes na ligação entre Antula, Djolo, São Paulo e Guimetal.
Segundo o repórter da ANG, parte dos resíduos poderá estar a ser depositada por particulares que transportam lixo em viaturas durante a noite ou nas primeiras horas da manhã, ou veículos utilizados por trabalhadores da construção civil, principalmente nos períodos de menor circulação de pessoas.
Há, não só suspeitas de que alguns motoristas de moto-carros, que assumem o compromisso de transportar os resíduos para o vazadouro de Safim, acabam por deixá-los naquela zona, aproveitando o isolamento do espaço.
Mas também, os moradores que ficaram afetados com a mudança do vazadouro de lixo de Antula para o setor de Safim, deixando-os sem contentores e sem indicação de um novo espaço para o depósito dos resíduos, que posteriormente deveriam ser recolhidos pelos serviços de Higiene da Câmara Municipal de Bissau.
A situação afeta igualmente a agricultura praticada parcialmente na bolanha, onde alguns agricultores cultivam arroz para garantir a segurança alimentar das famílias.
Os resíduos, constituídos por garrafas plásticas, sacos, lonas e outros materiais, podem prejudicar as plantações e o desenvolvimento do arroz.
Perante a situação, os moradores solicitaram à Câmara Municipal de Bissau que proceda à remoção dos resíduos acumulados ao longo da Avenida Kumba Ialá e adote medidas para impedir novos depósitos de lixo nos passeios, destinados à circulação de pessoas.
Entre as medidas sugeridas estão a disponibilização de uma pessoa para vigiar a zona, em determinados períodos do dia, nomeadamente entre as 6h30 e as 8h e entre as 17h e as 19h, bem como a instalação de câmaras de vigilância para ajudar na identificação dos responsáveis pelo depósito ilegal de resíduos.
Os moradores defendem igualmente a realização de campanhas de sensibilização junto da população, destacando a importância da colaboração dos moradores para manter ruas, passeios e valetas livres de lixo.
Moradores queixam-se de que a acumulação de resíduos a céu aberto pode contribuir para a proliferação de doenças, incluindo a diarreia e doenção respiratória.. ANG/LPG/ÂC//SG