Primeiro-ministro enaltece importância da cooperação com Cuba na formação de médicos guineenses
(ANG) – O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té enalteceu a importância da cooperação com Cuba no quadro de formação de quadros nacionais de saúde.
O Chefe do Executivo falava quinta-feira, ao presidir a cerimónia da XXIII Graduação de médicos guineenses, realizada na Faculdade de Medicina Cubano-Guineense “Raúl Díaz Argüelles García”, em Bissau.
O chefe do Governo considerou que a graduação representa não apenas uma conquista académica, mas também uma demonstração concreta dos resultados da amizade e cooperação entre a Guiné-Bissau e Cuba.
Vieira Té referiu que a cooperação médica entre os dois países começou em 1976, com a chegada dos primeiros médicos cubanos à Guiné-Bissau, tendo a Faculdade sido fundada em 1986.
Segundo afirmou, mais de 90 por cento dos médicos que atualmente servem o Sistema Nacional de Saúde guineense receberam formação naquela instituição, com o contributo de professores cubanos.
Dirigindo-se aos novos médicos, o Primeiro-ministro apelou o compromisso com o serviço público, a competência e dedicação às comunidades, sobretudo nas zonas rurais e nas regiões do interior do país.
Ilídio Vieira sublinhou que a Guiné-Bissau continua a enfrentar importantes desafios no setor da saúde, nomeadamente para o combate à malária, doenças diarreicas, a mortalidade materno-infantil razão pela qual o país necessita de reforçar os serviços sanitários.
Neste sentido, Ilídio Vieira Té defendeu que o país precisa de médicos disponíveis para trabalhar nas tabancas e fora dos grandes centros urbanos, colocando os conhecimentos adquiridos ao serviço das populações mais vulneráveis.
O governante reconheceu igualmente que as condições de trabalho no setor da saúde ainda não são as ideais, mas garantiu que o Governo está empenhado em criar melhores condições para o exercício da profissão médica.
O Chefe do Governo transmitiu ainda o reconhecimento do povo guineense à Brigada Médica Cubana e aos professores que, ao longo de várias décadas, contribuíram para a formação de profissionais de saúde no país, mesmo perante as dificuldades económicas enfrentadas por Cuba. ANG/AC//SG