Governo rejeita acusações de abandono de estudantes guineenses de medicina em Venezuela
(ANG) – O Governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades rejeitou, terça-feira, as acusações de ter abandonado os 45 estudantes guineenses de medicina que se encontram em Venezuela.
Numa conferência de imprensa, o Director-geral das Comunidades, Braima Mané, disse que o Governo mantém contacto diário com esses estudantes, através de um grupo de whatsApp.
Aquele responsável disse ter sido surpreendido com as notícias postas a circular nas redes sociais, sobre o alegado abandono de que esses estudantes são alvos.
A notícia foi divulgada recentemente através de um vídeo nas redes sociais, segundo o qual o porta-voz do coletivo dos estudantes guineenses em Venezuela, Zito Sambu, terã denunciado dificuldades relacionadas com caducidade dos seus documentos de identificação, situação que segundo Sambú , poderá comprometer a recepção dos seus diplomas.
No que diz respeito a renovação dos passaportes dos referidos estudantes de medicina que se encontram em especialização, o Diretor-geral das Comunidades revelou que já foram criadas todas as condições necessárias para o início do processo de emissão de passaportes.
“Uma equipa deslocará do Brasil através da nossa Embaixada para Venezuela, com a finalidade de recolher os dados dos 45 estudantes, a fim de resolver a situação, o mais rápido possível”,disse Mané.
Braima Mané ainda revelou que após o terramoto registado neste pais de América do Sul, o Governo disponibilizou 30 milhões de FCFA para apoiar os 135 estudantes guineenses em Venezuela.
Aquele responsável, apresentou nessa conferência de imprensa duas cidadãs guineenses, Blone Traule e Fanta Caramo, resgatadas na Costa de Marfim .
As duas foram vítimas de burla, no valor de 2 milhões de FCFA através das redes sociais, com promessas de empregos naquele país africano.
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