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Europa/NATO quer definir limites perante ameaça híbrida russa

Europa/NATO quer definir limites perante ameaça híbrida russa

(ANG) –  O comandante supremo das forças da Aliança na Europa, o general Alexus Grynkewich, defendeu uma mensagem “clara e concisa” a Moscovo e garantiu que qualquer ataque contra um membro da organização será neutralizado.

A preocupação está na chamada “zona cinzenta” entre a paz e a guerra aberta. Sabotagens, incêndios, ciberataques, espionagem, campanhas de desinformação ou outras operações clandestinas podem causar danos importantes sem assumir a forma de uma agressão militar convencional. É neste espaço ambíguo que torna difícil determinar quando e como a NATO deve responder.

Por isso, Alexus Grynkewich defendeu que os aliados discutam antecipadamente quais são os limites que consideram inaceitáveis. “É importante que os aliados continuem a consultar-se” e transmitam aos russos onde estão as suas “linhas vermelhas”, defendeu. A intenção é reduzir o espaço para erros de cálculo e deixar claro que determinadas acções, mesmo abaixo do limiar de uma invasão, podem ter consequências.

No mesmo discurso, o general Alexus Grynkewich apresentou aquilo a que chamou a sua “teoria da vitória”. Se a Aliança for atacada, explicou, deve impedir o adversário de alcançar os seus objectivos, neutralizando as forças utilizadas contra território aliado. “Se alguém for suficientemente insensato para nos atacar, combateremos”, declarou, acrescentando que qualquer agressão deve acabar por se revelar “totalmente inútil”. 

O conceito não pressupõe, segundo AlexusGrynkewich, procurar uma derrota estratégica da Rússia. O objectivo é tornar credível a dissuasão e convencer um potencial adversário de que os custos de uma agressão seriam elevados e os ganhos nulos. O comandante afirmou que a NATO está preparada para se defender imediatamente, mas insistiu que essa preparação militar serve para evitar que o conflito aconteça.

Apesar da firmeza da mensagem, Alexus Grynkewich rejeitou a ideia de que um confronto directo esteja próximo. “Não considero que um conflito seja iminente ou inevitável”, acrescentando que a prevenção depende também da manutenção de canais de comunicação capazes de esclarecer intenções, evitar mal-entendidos e impedir que incidentes limitados se transformem numa escalada militar.

Os alertas dos serviços de informações europeus ajudam a explicar o endurecimento do discurso. Em Setembro, os serviços militares dinamarqueses consideraram “baixo, mas crescente” o risco de a Rússia realizar ataques militares limitados contra um país da NATO próximo das suas fronteiras. Na Alemanha, o responsável pelos serviços de informações internas advertiu que a ameaça russa à Europa pode prolongar-se para além da guerra na Ucrânia. ANG/RFI

 

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