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França/Quatro anos após a invasão russa, guerra na Ucrânia segue sem perspectiva de fim

França/Quatro anos após a invasão russa, guerra na Ucrânia segue sem perspectiva de fim

(ANG) – Esta terça‑feira (24) marca quatro anos do início da invasão russa da Ucrânia, lançada por Vladimir Putin em 2022.

O aniversário do conflito domina a cobertura da imprensa francesa, que destaca a persistência dos combates, o esgotamento da população ucraniana e a ausência de perspectivas claras para um desfecho diplomático.

Já são 44 dias a mais do que a duração da Segunda Guerra Mundial, destaca o jornal Libération, que enviou jornalistas a diversas cidades ucranianas. “De norte a sul, de leste a oeste, os ucranianos estão exaustos”, descreve a reportagem, “mas a vida continua e eles resistem”, apesar do inverno rigoroso e da ameaça inimiga constante.

“A lição de resistência dos ucranianos” é a chamada de capa do jornal Le Figaro. Contrariamente às previsões mais sombrias,a Ucrânia não sucumbiu Pelo contrário: espalhadas por um fronte de mais de 1.000 quilômetros, as Forças Armadas ucranianas resistem e lançam contra-ofensivas.

Em cerca de três semanas, conseguiram reconquistar 400 km². Porém, em 2025, a Rússia avançou 5.000 km² em solo ucraniano.

O jornal avalia uma progressão russa irrisória, em comparação aos 30 mil mortos e feridos por mês, segundo fontes militares, calcula o veículo francês. Le Figaro ainda destaca a ameaça de colapso da economia russa e a dificuldade nas negociações de paz mediados poer aliados.

Moscou não abre mão dos territórios conquistados, enquanto Kiev se recusa a perder terreno. Os europeus dizem apoiar a Ucrânia firmemente, mas seus meios militares são limitados. Para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citado pelo Le Figaro, “Putin começou a Terceira Guerra Mundial”.

“O risco de uma guerra sem fim”, adverte o Le Monde. O diário francês analisa a “lentidão dos Ocidentais” em apoiar os ucranianos. “Ninguém está realmente pronto para um cessar-fogo que implicaria o envio de tropas europeias à Ucrânia”, observa Elie Tenenbaum, pesquisadora do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), ouvida pela reportagem.

Além disso, para países como a Alemanha e a Polônia, o envio de tropas ao território ucraniano seria uma escalada da violência em relação a Moscou. ANG/RFI

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