Governo manifesta indignação com morte de Vigário Luís Balanta
(ANG) – O Governo de Transição diz, em comunicado, que tomou conhecimento com “profunda consternação e indignação”, da trágica morte do cidadão Vigário Luís Balanta, encontrado sem vida em circunstâncias, particularmente violentas, na zona de Ndam Lero, Sector de Nhacra, região de Oio, norte do país.
Segundo o comunicado, perante a gravidade deste “lamentável e condenável acontecimento”, o Governo condena com firmeza e sem reserva este acto que considera “bárbaro”, que “choca a consciência nacional, atenta contra a dignidade humana e ofende os valores fundamentais da convivência civilizada”.
Lê-se ainda no comunicado que, após tomar conhecimento do caso, o Governo instou as autoridades judiciais, policiais de investigação criminal a realizarem, com carácter de urgência, diligências legalmente necessárias, com vista ao apuramento integral da verdade dos factos, “à identificação dos autores materiais e morais deste crime e à sua consequente responsabilização nos termos da lei”.
O Governo declara que não haverá complacência perante actos de violência, criminalidade ou atentados contra a vida humana, e sublinha que o Estado tem o dever indeclinável de proteger os cidadãos e garantir a justiça.
O Executivo promete à família da vítima e à opinião pública nacional que tudo fará, no quadro do Estado de Direito, para que este caso seja devidamente esclarecido, e para que a justiça possa cumprir plenamente o seu papel.
O comunicado adianta que as autoridades competentes já se encontram mobilizadas no terreno, estando em curso os procedimentos periciais, sanitários e investigativos indispensáveis ao completo esclarecimento deste “crime hediondo”.
À família enlutada, aos amigos e à comunidade da vítima o Governo apresenta as suas condolências, expressando solidariedade neste momento de dor, consternação e luto.
Vigário Luís Balanta era activista e liderava o Movimento Revolucionário Pó de Terra., que tem insistido na exigência de divulgação dos resultados das últimas eleições gerais realizadas no ano passado, e na reposição da ordem Constitucional. ANG/LPG/ÂC//SG