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Jornalistas e técnicos recém-efetivados exigem pagamento de seis meses de retroativos

Jornalistas e técnicos recém-efetivados exigem pagamento de seis meses de retroativos

(ANG) – O Coletivo de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social recém-efetivados, em 2022, exige a resolução do processo de pagamento de seis meses de retroativos, alegando que, apesar das diligências realizadas junto dos ministérios competentes, a situação continua por resolver.

A exigência  foi manifestada durante uma conferência de imprensa, realizada quarta-feira na qual o coordenador do coletivo, Julciano Baldé, afirmou estar surpreendido com a demora na resolução do problema, apesar dos esforços desenvolvidos para desbloquear os valores em dívida.

Julciano Baldé disse que os trabalhadores continuam à espera de uma solução para o problema que considera preocupante, tendo em conta os esforços desenvolvidos para a regularização dos valores em dívida.

Destacou a importância da comunicação social pública na consolidação da democracia e na preservação da imagem do país,  sublinhando que os profissionais do setor desempenham as suas funções com dedicação e disponibilidade.

O coordenador afirmou que os profissionais da comunicação social não devem ser valorizados apenas quando os políticos ou outras entidades precisam dos seus serviços. Acrescentou que os jornalistas também têm famílias e necessidades básicas, pelo que devem beneficiar de condições dignas de vida e de trabalho.

“Um jornalista também precisa comer bem, vestir bem e ganhar dinheiro”, afirmou, apelando às entidades competentes para que resolvam a situação.

Julciano Baldé explicou que o coletivo tem acompanhado o processo junto dos Ministérios da Função Pública e das Finanças. Segundo o coordenador, os documentos foram posteriormente reencaminhados para o Ministério da Comunicação Social, a quem cabe dar seguimento aos procedimentos necessários para desbloquear os pagamentos.

Aquele responsável afirmou ainda que, o coletivo dispõe de informações segundo as quais existem verbas para o pagamento dos retroativos. Acrescentou que os trabalhadores foram efetivados em 2022 e que alguns colegas, apesar de terem cerca de 17 anos de serviço na comunicação social, ficaram de fora do processo devido à idade.

Por outro lado, advertiu que, caso não obtenham uma resposta satisfatória, os membros do coletivo poderão recorrer aos mecanismos previstos na lei para defender os seus direitos.

Por seu turno, o Secretário do Coletivo de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social recém-efetivados, Athayr Afonso Té, defendeu que os trabalhadores têm direito aos retroativos correspondentes a seis meses, mas que, apesar de o processo ter sido iniciado em 2023, os pagamentos ainda não foram efetuados.

De acordo com Athayr Afonso Té, o Ministério da Comunicação Social solicitou recentemente às direções dos quatro órgãos públicos do sector, Agência de Notícias da Guiné (ANG), Jornal Nô Pintcha, Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e Rádio Difusão Nacional (RDN), que recolhessem e entregassem, com urgência, os dados bancários completos dos funcionários, para permitir o pagamento dos montantes em dívida.

O secretário recordou que a questão dos retroativos esteve entre as reivindicações apresentadas durante as greves na TGB e referiu que, no dia 14 de Julho o Sindicato da Televisão foi chamado para discutir os pontos constantes do caderno reivindicativo junto das entidades competentes.

Segundo o responsável, o Ministério da Comunicação Social foi envolvido nas negociações, tendo sido designado um representante para acompanhar o processo junto do Ministério das Finanças.

Athayr Afonso Té afirmou que, durante cerca de três semanas, decorreram encontros com a participação de representantes dos Ministérios da Função Pública e das Finanças.

O Secretário disse   que, nas referidas reuniões, um representante do Ministério das Finanças, identificado como Wilson, confirmou a existência da dívida relativa aos seis meses de retroativos, acrescentando que a concretização do pagamento dependia do Ministério da Comunicação Social.

Athayr Afonso Té revelou ainda que, no dia 23 de Setembro, o coletivo se reuniu com o ministro da Comunicação Social, na presença do Inspetor-Geral da Comunicação Social e do chefe de gabinete, na ocasião, segundo o secretário, foi-lhes transmitido que o processo se encontrava na fase final no Ministério das Finanças, tendo o ministro prometido contactar a ministra da Função Pública para melhor enquadramento da questão.

Contudo, o responsável lamentou que, desde esse encontro, os trabalhadores continuaram sem esclarecimentos concretos sobre o andamento do processo.

“Queremos os nossos direitos, porque aquele dinheiro nos pertence”, afirmou Athayr Afonso Té, justificando que a conferência de imprensa foi convocada para chamar a atenção das entidades competentes e exigir uma solução para o pagamento dos retroativos.ANG/MI/ÂC//SG

 

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