“O País ainda não consegue assegurar um ensino de qualidade, gratuito e inclusivo”, diz CONAEGUIB
(ANG) – O porta-voz da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB) criticou que a Guiné-Bissau não conseguiu ,até então, garantir um ensino de qualidade, gratuito, inclusivo e eficaz, devido a “má gestão da política educativa”.
Mohamadu Djamanca falava à imprensa, à margem da cerimónia de abertura do novo ano letivo 2025/26 subordinato ao tema: “Todos por Uma Educação de Qualidade”.
Acrescentou que o país se depara com a falta de uma visão de longo prazo e de compromissos que façam do ensino a prioridade nacional.
Disse que estes fatores têm implicações negativas no futuro dos jovens guineenses,que têm sido acusados injustamente de desinteresse ou falta de ambição.
“O que se vê é o reflexo de um sistema educacional fragilizado, negligenciado e incapaz de oferecer as condições mínimas para o florescimento inteletual,social e profissional dos alunos”,disse.
Djamanca frisou que não se pode exigir bons resultados de um sistema educacional abandonado,salientando que a educação é a base de todo o progresso, e que sem ela, não há saúde, justiça, nem o desenvolvimento, uma vez que tudo começa na sala da aulas.
Por isso, diz, “é essêncial investir com seriedade e responsabilidade no sector para garantir um ensino capaz de preparar os cidadãos para os desafios do futuro” .
Mohamadu Djamanca disse que o CONAIGUIB saúda com esperança o compromisso assumido pelo Primeiro-ministro Braima Camará no ato do seu empossamento, ao declarar a educação como uma das prioridades do Governo.
Encoraja a inciativa e apela para que seja transformada em acções concretas e sustentavéis,evitando paralizações que tanto prejudicam o percurso escolar dos alunos.
“Os problemas do sistema educativo são crónicos e complexas, mas também acreditamos que com a vontade política e diálogo aberto com todo os intervinientes do sector, associado ao investimento é possivel trilhar um novo caminho”,disse.
A CONAEGUIB, de acordo com o seu porta-voz, reafirma o seu compromisso em continuar a defender os direitos dos estudantes e a lutar por um ensino que seja motivo de orgulho para toda a nação e que o ano letivo 2025/26 seja um marco de mudança e renovação de esperança. ANG/MSC//SG