OMS/Cabo Verde, Maurícias e Seicheles certificados livres de sarampo e rubéola
(ANG) – Cabo Verde, as Maurícias e as Seicheles assinam um feito histórico ao eliminar o sarampo e a rubéola, tornando-se pioneiros na África Subsaariana.
A certificação da OMS reconhece não apenas a interrupção da transmissão dos vírus, mas também a eficácia de décadas de programas de vacinação e de sistemas de vigilância capazes de responder rapidamente a casos importados.
Cabo Verde, as Maurícias e as Seicheles alcançaram um marco histórico na saúde pública ao serem certificadas pela OMS como países livres de sarampo e rubéola, tornando-se os primeiros da África Subsaariana a atingir este estatuto.
A decisão resulta de uma avaliação independente que confirmou a interrupção da transmissão endémica há mais de três anos e a existência de sistemas de vigilância capazes de identificar rapidamente casos importados.
Após décadas de esforço constante na vacinação, com Cabo Verde a financiar integralmente o programa desde 1998. O país manteu uma cobertura superior a 90% e sem registo de sarampo desde 1999 nem de rubéola desde 2010.
O Ministro da Saúde cabo-verdiano, Jorge Figueiredo saudou este feito:
“Esta conquista é uma prova de que é possível quando o governo, profissionais da saúde, comunidades e parceiros internacionais se unem em torno de um objectivo comum. Durante décadas o sarampo e a rubéola ameaçaram a saúde e o futuro das nossas vidas. Hoje celebramos o fim desta ameaça nos nossos países.”
A Maurícia respondeu a um surto em 2018–2019 reforçando a imunização, alcançando 98% da população com a primeira dose e 96% com a segunda.
Nas Seicheles, a cobertura permanece acima de 95% há mais de vinte anos, apoiada por vigilância rigorosa e rastreio nos pontos de entrada, sem casos confirmados de rubéola desde 2016.
Para o director regional da OMS, Dr. Mohamed Janabi, “trata-se de um importante conquista no domínio da saúde pública”, destacando que o sucesso reflete a prioridade dada à prevenção e à vacinação.ANG/RFI