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ONG  assinala este ano o centenário de Vasco Cabral

ONG  assinala este ano o centenário de Vasco Cabral

(ANG)  – A ONG Casa das Letras e Artes- Vasco Cabral vai assinalar, este ano, o centenário do nascimento de Vasco Cabral, uma das figuras mais marcantes da história política, intelectual e cultural do país e de Cabo Verde.

A decisão  foi divulgada , terça-feira, na página da ONG Casa das Letras e Artes- Vasco  Cabral, na facebook,  consultada pela ANG .

De acordo com a mesma fonte, Vasco Cabral  poeta, ensaísta e combatente da liberdade da pátria,  nasceu a 23 de Agosto de 1926 e morreu no dia 24 de Agosto 2005, destacando-se como um dos principais pensadores da luta de libertação nacional.

No âmbito desta celebração, a ONG prevê realização de  um conjunto de actividades até Dezembro de 2026, entre as iniciativas previstas estão a  realização de  conferências, colóquios, exposições, leituras públicas, edições comentadas das suas obras, concursos literários e produções audiovisuais.

Segundo a ONG, as comemorações do centenário de Vasco Cabral vão  além de uma homenagem simbólica, envolvendo escolas, universidades, instituições culturais, artistas e comunidades.

Nascido em 1926, Vasco Cabral integrou a geração de intelectuais africanos que transformou a cultura e a palavra em instrumentos de resistência ao colonialismo. Mais do que militante político, foi um intelectual comprometido com a construção da consciência nacional, da dignidade africana e da emancipação dos povos colonizados.

Ao lado de Amílcar Cabral, Vasco Cabral fez parte do núcleo fundador do pensamento revolucionário guineense e cabo-verdiano, contribuindo para a formulação ideológica da luta de libertação.

 A sua intervenção estendeu-se também ao domínio da literatura e da crítica cultural, defendendo uma África consciente da sua identidade e da sua história.

A sua obra poética é marcada pela denúncia da violência colonial, pelo retrato do sofrimento do povo e pela afirmação da esperança na libertação.

A memória, a cultura e a identidade africanas ocupam lugar central na sua escrita, que recusa o esquecimento e afirma a resistência como dever histórico.

“Ao celebrar os 100 anos de Vasco Cabral, a Guiné-Bissau reafirma o papel da cultura na construção da nação e sublinha que a independência política só se consolida com a independência do pensamento”, refere a publicação dessa ONG. ANG/LPG/ÂC//SG

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