Polícia Militar detém homem suspeito de disfarçar de Capitão do exército
(ANG) – O Batalhão da Polícia Militar deteve, na quinta-feira, um homem suspeito de se fazer passar por capitão das Forças Armadas.
Segundo a página oficial das Forças Armadas na Facebook, o chefe da Repartição de Mobilização e Recrutamento, Abulai Baldé, disse que existem dúvidas sobre a legitimidade da condição militar do suspeito, identificado como José Francisco Ferreira.
Segundo Baldé, o indivíduo estaria a utilizar o cartão militar de outra pessoa para facilitar a circulação em instituições públicas e nas vias de trânsito.
Baldé advertiu que a utilização indevida da identidade militar prejudica a imagem das Forças Armadas, sublinhando que a patente de capitão representa uma responsabilidade e um símbolo de confiança institucional.
O chefe de Operações do Batalhão da Polícia Militar, Sifna Nhaga confirmou que o suspeito havia prestado juramento militar no passado, mas que se encontrava afastado das fileiras das Forças Armadas, há vários anos.
Relativamente à patente de capitão que ostentava, Nhaga disse que não existe fundamento legal que comprove a sua atribuição ao indivíduo.
Sfna Nhaga acrescentou que as investigações vão prosseguir para esclarecer as circunstâncias das alegadas ameaças aos funcionários do Ministério da Educação Nacional, que terão sido feitas com recurso a uma pistola inicialmente considerada semelhante a uma arma de fogo verdadeira, mas que durante a abordagem policial, verificou-se que se tratava de uma pistola de brinquedo.
Em declarações à imprensa militar, José Francisco Ferreira admitiu ter ingressado nas Forças Armadas em 1990 e confirmou que foi posteriormente desmobilizado. Justificou a utilização do cartão militar com a intenção de facilitar o acesso a determinados locais.
Sobre o desentendimento com os funcionários do Ministério da Educação Nacional, o suspeito alegou que a situação começou quando um dos trabalhadores terá ameaçado danificar a sua viatura. Segundo a sua versão, foi nesse contexto que exibiu a pistola de brinquedo para intimidar os presentes.
Segundo a imprensa militar, o caso volta a colocar em evidência a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo e identificação de indivíduos que utilizam, indevidamente, documentos, uniformes ou patentes militares.
A Polícia Militar disse que continuará a realizar diligências para esclarecer os contornos do incidente e apurar eventuais responsabilidades, nos termos da legislação em vigor. ANG/LPG/ÂC//SG