Secretário Executivo do CMICS adverte aos novos jornalistas licenciados que o futuro do sector está nas suas mãos
(ANG) – O Secretário Executivo do Consórcio Media, Inovação da Comunicação Social (CMICS) advertiu hoje os 30 jornalistas licenciados que o futuro da Comunicação Social guineense está nas suas mãos, e lhes pediu para se comprometerem com a verdade, ética e prestação de serviços à sociedade.
Jorge Camilo Handen, que falava na cerimónia de entrega de diplomas aos primeiros 39 finalistas do curso de licenciatura em jornalismo, ministrado pelo CMICS em colaboração com a Escola de Artes e Ofícios (AD) , com apoio financeiro das Nações Unidas, através de Fundo da Consolidação da Paz .
Os 39 diplomados, 25 mulheres e 14 homens iniciaram a formação no ano letivo 2021/2022.
Handen referiu que a formação começou com 96 inscritos, 53 mulheres e 43 homens.
“Se a ambição de mundo que inspirou os primeiros profissionais da Comunicação Social tornou-se mais complexa diante dos desafios atuais, continua a ser fundamental cultivar, em cada jornalista, um forte compromisso com a sociedade”, salientou Jorge Camilo Handen.
Acrescentou que os novos diplomados irão contribuir, de forma progressiva, para construção de uma sociedade mais justa, democrática e participativa, promovendo um ambiente de diálogo transparente, saudável e competitivo.
Aquele responsável afirmou que o objetivo desta iniciativa é de dotar profissionais jovens na área de jornalismo de competências e ferramentas essenciais para o exercício da profissão, promovendo uma prática jornalística responsável, isenta e independente.
Handen disse que, inicialmente, o curso era para o nível de Bacharelato que durou um ano e meio, mas que, com a concorrência do mercado foi restruturado e o curso foi aprovado pelo Ministério da Educação para uma licenciatura de quatro anos.
A madrinha do evento a jornalista Elci Pereira Dias, alertou, entretanto, que o jornalismo exige compromisso com a verdade, mas também exige constante aprendizado e adaptação.
O padrinho, Alberto Luís Quematcha, pediu aos diplomados para recusarem a indiferença, e servirem ao povo e não manipular o povo.
Em nome dos licenciados, Soraia Djara Sambú parabenizou os colegas por terem alcançado seus objectivos e reafirmou as suas determinações de defender os valores e princípios que regem a profissão .
Pediu à todos para defenderem a ética e deontologia profissional, um jornalismo capaz de contribuir para o fortalecimento da democracia, Paz e o desenvolvimento sustentável, à semelhança do lema:” Por um jornalismo livre e independente perante os desafios do presente”.
Os trinta finalistas que receberam diplomas 24 são residentes em Bissau e os seis na diáspora. ANG/JD/ÂC//SG