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Moçambique/ Cheias atingem níveis históricos

Moçambique/ Cheias atingem níveis históricos

(ANG) – Em Moçambique, as cheias continuam e atingem níveis históricos, nomeadamente no Sul do país, deixando um rasto de morte e destruição.

Segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Riscos de desastres, num boletim publicado nesta segunda-feira, as cheias em Moçambique já mataram pelo menos 137 pessoas, e destruíram mais de 700 casas.

A província de Gaza, no Sul do país, continua a ser a mais afectada.Em Xai-Xai, capital provincial, a reportagem da RFI encontrou no meio do pátio de uma escola Lemonia João Langa.

A habitante é obrigada agora a permanecer aqui com os seus três filhosjá que a sua casa foi engolida pelas águas na semana passada.

“Estávamos a dormir, então de repente ouvimos gritos a dizer que a água já estava a sair do rio aí no Mira-Rio. Só levei as crianças, saímos sem nada. Então quando voltei, numa de querer levar documentos, já a água estava nessas partes”, afirmou Lemonia João Langa.

Julius Toia tem 61 anos, sempre viveu em Xai-Xai enunca pensou ser testemunho de um desastre desta dimensão.

“Quando a água entrou na cidade, estava a chover, a chuva não estava a parar. Tinha medo. Já estava a tremer. Já passei por estas todas inundações: em 1977, vi. Cheias de 2000, vi. Cheias de 2013, vi. Esta foi a maior. Isto foi muito rápido”, frisou Julius Toia.

Nesta segunda-feira, as autoridades declararam que as necessidades para reconstruir o país podem ascender aos 360 milhões de dólares.

A União Europeia já financiou o envio de 88 toneladas de materiais essenciais por avião, que serão distribuídos aos afectados pelas cheias sobretudo em Maputo e Gaza.

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