Presidente da ANIN-GB considera “lento” o arranque da campanha de caju
(ANG) – O Presidente da Associação Nacional de Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau (ANIN-GB), considerou hoje de “lento”, o arranque da campanha de comercialização da castanha de caju do presente ano, devido a atual conjuntura global e a situação económica que o país enfrenta.
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Lassana Sambú destacou que, até ao momento, não foi registado grandes movimentações de transferência bancárias de dinheiro para a comercialização da castanha de caju, razão pela qual a campanha decorre de forma lenta.
Sambú disse que, para que a campanha tenha sucesso, o Governo deve assegurar um bom ambiente de negócio.
“Neste momento temos connosco uma carta que será entregue ao Presidente da Câmara de Comércio Indústria, Agricultura e Serviços, na qual se pede diligências junto do Executivo, por forma a serem adoptados mecanismos que possam melhorar a campanha de comercialização da castanha em curso”, disse Sambú.
Referiu que o Governo produzido, recentemente um despacho que veda a atribuição de licenças de exportação aos operadores que ainda não atingiram cinco anos nesta atividade.
“Preocupado com a decisão, pedimos ao Governo para reconsiderar essa decisão porque pode afastar 70 por cento dos operadores que investem os seus dinheiros no processo”, disse o Presidente da Associação de Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau.
De acordo com Lassana Sambú o mesmo diploma veda aos estrangeiros a compra direta ao produtor da castanha, e Sambú diz que essa medida não permite aos nacionais trabalharem, para ganhar dinheiro.
Para aquele responsável, os serviços de Balanço de pesagem serão abertos já na semana que vem, para se efetuar o escoamento da castanha, é pertinente que o Governo tome medidas para proibir aos compradores, nesta primeira fase, a prática de rasgar os sacos para verificar a qualidade da castanha.
“Os compradores indianos e vietnamitas usam o jogo de rasgar sacos das castanhas para identificar se, de facto, as castanhas antigas não foram misturadas com as do presente ano, e esta prática, é admissível somente na época chuvosa”, disse Lassana Sambú.
Questionado sobre se o preço de referência anunciado pelo Governo no início da campanha de caju está a ser respeitado pelos compradores no terreno, em resposta, Sambú confirmou que está a ser cumprido a 100 por cento, o preço anunciado, e diz que quanto ao assunto, não têm queixa.
Relativamente a venda clandestina da castanha nas fronteiras, Lassana Sambú elogiou os esforços empreendidos pelo Governo no combate a prática, e manifesta a disponibilidade de colaborar com as autoridades competentes, para juntos trabalharem no sentido de desmantelar o contrabando da castanha de caju que tem sido registado nas linhas fronteiriças do país. ANG/LLA/ÂC//SG