CFE regista 206 novas empresas no 1º trimestre do ano em curso
(ANG)– O Director-geral do Centro de Formalização de Empresas (CFE),disse hoje que a instituição registou no Iº trimestre deste ano 206 novas empresas, contra 146 em igual período em 2025.
Úmaro Baldé avançou estes dados numa conferência de imprensa, na qual apresentou os principais resultados do relatório trimestral de 2026, destacando a evolução da dinâmica empresarial no país.
Segundo explicou, se comparar este período com o último trimestre de 2025, verifica-se um aumento considerável, uma vez que de Outubro à Dezembro do ano passado registaram-se 194 empresas.
“No ano passado foram registados, no primeiro trimestre, 146 empresas e se compararmos com o registo deste ano vamos ver que houve um aumento de 60 empresas. No que tem a ver com o enceramento, este ano houve três empresas enceradas. No ano passado nenhuma foi encerada,“disse.
Em relação as alterações, Baldé disse que foram feitas 15 alterações no Iº trimestre deste ano contra 19 de 2025.
Acrescentou que este ano foram registados 140 empresas nacionais, número igual ao de último trimestre de 2025.
No que tange as empresas estrangeiras, disse que foram inscritas 39 empresas no 1º trimestre de 2026 contra 44 do último trimestre de 2025, que representa uma queda de nove empresas.
Em termos de empresas mistas, nacionais e estrangeiras, referiu que, neste primeiro trimestre, registaram-se 27 empresas.
Comparado com o último trimestre de 2025 que foi de 10 empresas, nota-se que houve um acréscimo de 17 empresas, sendo que no Iº Trimestre de 2025, foram registadas 16 empresas.
Falando da distribuição regional, disse que Bissau conta com 177 novas empresas, seguido de Biombo com 13, Cacheu com cinco empresas, Oio com quatro, Gabu com quatro, Bafatá com duas, Quinara´com uma, por último regiões de Tombali e Bolama/Bijagós que não registaram nenhuma empresa neste trimestre de 2026.
Úmaro Baldé frisou que o Sector Autónimo de Bissau se consolida, de forma inequívoca, como o principal centro económico, concentrando a esmagadora maioria das iniciativas empresariais.
Disse que esse desempenho confirma o elevado nível de atratividade económica, mas que também evidência uma acentuada centralização da atividade empresarial, com potenciais impactos negativos no equilíbrio territorial.
O DG do CFE salientou que o I º trimestre confirma uma aceleração da formalização económica, com crescimento na criação de empresas e forte dinamismo do empreendedorismo nacional, destacando no plano empresarial o reforço do investimento, crescimento expressivo das parcerias mistas, indicando maior integração entre capital nacional e internacional.
“Ao nível de empreendedores, destacou-se a expansão, muito significativa, de cartão de empreendedor com cerca de 704 por cento, elevada participação feminina, com papel de destaque na formalização e continuidade de comércio como principal motor de entrada no setor formal “,disse.
No plano setorial, segundo explicou, o comércio mantém a liderança com crescimento de sectores emergentes, casos de energia, serviços e transporte.
“O período evidencia um crescimento robusto e inclusivo, maior protagonismo interno na economia e a evolução para modelos mais integrados e colaborativos”, disse Úmaro Baldé. ANG/MSC/ÂC//SG