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50 anos da independência/Citadinos de Bissau esperançados na “mudança positiva” do país para o bem-estar social

50 anos da independência/Citadinos de Bissau esperançados na “mudança positiva” do país para o bem-estar social

(ANG) – Os citadinos de cidade de Bissau manifestaram  a confiança  e esperança  de que o país vai mudar para melhor, apesar das dificuldades enfrentados durante os 50 anos de independência, a completar no próximo dia 24.

As expetativas dos citadinos foram conhecidas através de uma  auscultação feita esta quarta-feira pelo repórter da Agência de Notícias da Guiné(ANG) sobre o balanço dos  50 anos da independência da Guiné-Bissau.

Alanso Mendes, de 33 anos de idade e estudante de último ano do curso superior de Sociologia, na Universidade Colinas de Boé, disse que, enquanto guineense a sua expetativa  em relação a evolução do país é muito grande, porque espera ver uma mudança positiva. “Passados todos esses anos  não há nenhum governo eleito que consegue terminar seu mandato”, referiu a título  de exemplo de crises por que tem passado o país.

Disse que, daqui pela frente, pensa que o governo eleito vai concluir o seu mandato e que  os seus governantes vão ter   em suas mentes que o povo os elegeu para trabalhar no sentido de haver  mudanças que criem o bem-estar do povo. Sustentou que o único Presidente que terminou seu mandato foi o José Mário Vaz(Jomav).

“O meu desejo é  que haja sempre uma mudança porque o nosso país já vai fazer 50 anos, os países que estão com 11 à 20 anos de independência já têm grandes progressões. A Guiné-Bissau com 50 anos ainda tem problemas de escola que funciona à meio gás, da saúde não vale a pena falar”, disse.

Bebé Armando Có, uma jovem rapariga de 29 anos de idade, que mora em   Bôr e escrivão no Tribunal Fiscal de Bissau, disse esperar que, passados os 50 anos da independência, os governantes e os cidadãos guineenses vão ter a consciência de que é preciso mudança no sentido de levar a  Guiné-Bissau para frente para que possa estar como outros países, sobretudo como os países vizinhos.

“O meu desejo e a minha esperança é ver um dia a Guiné-Bissau desenvolvida, para isso, peço que Deus mude o sentido de todas as pessoas, inclusive dos governantes, e juntar as nossas mãos, deixando de lado a ideia de dizer que a Guiné-Bissau não pode mudar. Cedo ou tarde a Guiné vai mudar” salientou.

Infamara Cassamá, de 23 anos,  Alfaiate de profissão,  disse ter a esperança de  que os governantes vão fazer o máximo para tirar  o país da situação de crise em que se encontra até ao momento, porque vai completar já 50 anos no póximo Domingo mas  nada mudou.

Disse que os governantes devem  fazer todos os esforços para  tirar a Guiné-Bissau nesta situação, uma vez que 50 anos não é cinco dias ou semanas.

Disse  que em 50 anos da independência, a capital do pais não melhorou em  nada e que as coisas não funcionam bem e o pais se  depara com enormes problemas nos setores da educação, estradas, hospitais e outros.

“Com 50 anos de independência, o aspeto de capital Bissau é como nas tabancas de outros países. Até hoje ainda há buracos nas estradas, para se chegar ao hospital com uma grávida ou doente é um problema, e a  grávida até pode acabar por ter o parto no caminho, até então as crianças não podem ir a escola regularmente”, criticou.

Para Cassamá, a Guiné-Bissau já deve passar disso, pelo que as pessoas têm que mudar a mentalidade, porque é possível mudar o país.

Defendeu que antes de se criticar que os govenantes não estão a trabalhar cada um deve olhar para si e  perguntar, “eu como cidadão o que é que estou a fazer para meu país”.

Disse que cada um dos guineenses deve ver o que pode fazer para a sua terra e dar seu máximo e diz que, se assim for, os governantes vão  seguir no mesmo caminho, “para o bem do país e do povo”.

“Este povo sofreu muito, desde os tempos dos nossos avôs e até hoje estamos a sofrer, se esse cenário manter até os nossos filhos vão também sofrer as consequências”, disse Cassamá.

Maria Ivone Batista, vendedeira de 57 anos de idade , disse que pelas movimentações que está a ver, em Bissau, tudo indica que algo vai mudar e que as coisas vão tomar seu curso normal como  antes.

Ela deu exemplo de que  até o preço de arroz foi reduzido  pelo governo, pelo que tem a esperança que outros produtos de primeira necessidade vão também sofrer uma redução de preços .

“O povo está cansado, as escolas do Estado, que há muito tempo não funcionam na  normalidade, estão a retomar e as crianças vão poder ir à escola  e os pais que não têm dinheiro para pagar escolas privadas vão poder  levar os seus filhos para  escolas públicas”, afirmou.

Ivone Batista  pede ao Governo para  nunca mais falhar, para que as escolas públicas possam funcionar normalmente, porque o dinheiro que ganham das vendas que fazem não chegam para mandar  os seus filhos para escolas privadas.

Demba Baldé, de 54 anos de idade, comerciante no Mercado Central, disse que, com o novo Governo espera que tudo seja diferente daqui para a frente .”Porque  as pessoas sofreram grandes crises durante os 50 anos de independência

A Guiné-Bissau completa no próximo domingo(24), 50 anos de independência do poder colonial, e a esperança de dias melhores se sobrepõe a necessidade do balanço crítico dos cidadãos. ANG/MI/ÂC//SG

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