Regiões /Presidente do Comité para Abandono de Práticas Nefastas de Oio defende aplicação das leis em vigor no país para desmotivar prática
(ANG) – O presidente das atividades do Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas na região de Oio, norte do país, Alfa Umaro Djaló, defendeu a aplicação rigorosa das leis em vigor no país, como forma de desencorajar fenómenos como o fanado e o casamento infantil.
A posição foi expressa recentemente, em Mansoa, durante um encontro realizado no âmbito do processo de elaboração da Política Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas.
A iniciativa, de acordo com o despacho do correspondente da ANG, na região de Oio, conta com assistência técnica e financeira da União Europeia e é implementada pela organização Wocater Internacional.
Na ocasião, Alfa Umaro Djaló alertou que o país continua a registar um baixo índice de denúncias relacionadas com estas práticas, devido aos fortes laços familiares e comunitários que inibem muitas vítimas de apresentarem queixas.
Além disso, o responsável considerou ainda que a impunidade tem contribuído para a persistência do fanado e do casamento infantil, defendendo uma atuação mais firme das autoridades na aplicação das leis existentes.
Os participantes no encontro, entre os quais Papa Danfa Siaca Cissé, manifestaram satisfação com o debate e comprometeram-se a atuar como multiplicadores nas suas comunidades, promovendo ações de sensibilização contra estas práticas.
No final, os organizadores apelaram à continuidade do projeto, sublinhando a importância de manter as ações em curso para garantir mudanças efetivas na Guiné-Bissau. ANG/AD/LPG/ÂC