”A Conferência de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento visa promover um espaço de partilha de reflexão, em torno do flagelo no país”, diz Bubacar Turé
(ANG) – O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) afirma que a realização de uma Conferência Nacional, sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento, visa promover um espaço de partilha, de reflexão, crítica e de compromisso coletivo, em torno da prevenção deste flagelo no país.
Bubacar Turé falava hoje na cerimónia de abertura, de uma Conferência Nacional, sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau, que terá a duração de um dia.
Na ocasião, o Presidente da LGDH e igualmente o Coordenador do Projeto Observatório da Paz “Nô Cudji Paz”, acrescentou por outro lado que, o mesmo encontro, pretende igualmente contribuir, para a apropriação nacional de estratégia para o reforço de uma arquitetura de prevenção multissetorial inclusiva e sustentável, alinhada com o objetivo de desenvolvimento sustentável, que assegura Paz, justiça e Instituições Eficazes.
“Ao longo dos últimos quatros anos, o Observatório da Paz Nô Cudji Paz, desenvolveu ações consistentes e de elevado impacto neste domínio, e entre essas acções, destaca-se a elaboração do Plano Estratégico de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento”, disse.
Aquele responsável sublinhou que, o referido Plano Estratégico de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento será implementado através de uma abordagem holística, integra dimensões sociais, económicas, educativas e institucionais, promovendo respostas coordenadas e sustentáveis.
A Administradora Executiva do Instituto Marquês de Vale Flor (IMVF), Carolina Quina, apelou a união de todos, na luta para a prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau.
“A hora é de agir e de não baixar os braços, e não confiar apenas que a sociedade guineense é pacífica, e convive num contexto de inclusão social, pretendo alertar que, é hora de prevenir a crise nas fronteiras, e privilegiar o diálogo, e sobre a problemática, é preciso ir para além do diálogo, criando estratégias, e pactos sociais alargadas de uma dimensão de segurança”, aconselhou Carolina Quina.
Segundo o Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Cruz Silvestre, nenhum país está imune as pressões transnacionais, as redes criminosas e extremismo violento que atravessa a África Ocidental e do Sahel, seja ela étnica, religiosa ou política.
O diplomata acrescentou por outro lado que, essa prática só pode ser reduzida com processo transparentes, pelas autoridades guineenses, contando com o apoio dos seus parceiros.
“Onde existe a não igualdades profundas, perspetivas para os jovens, e demais algos singulares, é aí que o flagelo extremismo ganha força sobre os jovens, para tal, é necessário que as autoridades competentes da Guiné-Bissau trabalham com franqueza neste aspeto, para prevenir que a prática atinge a sua fronteira e começa a trazer impactos negativos a sua sociedade”, aconselhou o Embaixador.
Durante a Coferência sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo na Guiné-Bissau”, serão debatidos os temas “Os papéis estratégicos de jovens, e assim como das mulheres e dos medias na prevenção da referida prática.ANG/LLA/ÂC