Ministério da Saúde organiza ateliê de validação do Plano Estratégico para reforçar saúde comunitária
(ANG) – O Ministério da Saúde Pública iniciou esta quarta-feira, um ateliê de validação do Plano Estratégico da Saúde Comunitária e Promoção da Medicina Tradicional 2027–2031,revela o ministério na sua página de facebook.
Segundo a mesma fonte, Plano prevê o reforço da capacitação dos Agentes de Saúde Comunitários, a melhoria da governação do setor, o fortalecimento da coordenação entre os diferentes níveis do sistema de saúde e a criação de um quadro institucional moderno para a promoção da saúde.
O documento que orientará as políticas do setor nos próximos cinco anos, tem com o objetivo aproximar os serviços de saúde das comunidades e fortalecer os cuidados primários em todo o país.
A iniciativa conta com apoio financeiro e técnico do Projeto de Melhoria do Acesso à Saúde Sexual e Reprodutiva (PMASSR), e dos parceiros de desenvolvimento, entre os quais a OMS, UNICEF, Fundo Global, PNUD e Banco Mundial.
O ateliê reúne dirigentes do Ministério da Saúde Pública, representantes de parceiros técnicos e financeiros, organizações da sociedade civil e outras entidades ligadas ao setor da saúde.
Durante o encontro, os participantes vão analisar e validar o documento, apresentando recomendações que permitam adequá-lo às necessidades das comunidades e às prioridades nacionais, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Na cerimónia de abertura, o ministro da Saúde Pública, Quinhin Nantote, afirmou que a validação do plano representa “um marco histórico” para o setor da saúde na Guiné-Bissau, por estabelecer uma visão voltada para um sistema mais forte, inclusivo, resiliente e próximo das populações.
Segundo o governante, o documento coloca os cuidados de saúde primários no centro das políticas públicas, reforça o papel dos Agentes de Saúde Comunitários (ASC) e promove a valorização da medicina tradicional como complemento aos serviços convencionais de saúde, desde que baseada em critérios científicos e de segurança.
O ministro agradeceu aos parceiros internacionais pelo contributo prestado na elaboração do plano e no fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.
Quinhin Nantote destacou que investir na saúde comunitária constitui uma das medidas com maior retorno social, económico e humano, sublinhando que os Agentes de Saúde Comunitários desempenham um papel essencial na prevenção de doenças, no acompanhamento de mulheres grávidas, na proteção das crianças, no apoio aos idosos e na ligação entre as comunidades e os serviços de saúde.
O responsável salientou ainda que experiências internacionais demonstram que os países que apostaram na saúde comunitária registaram reduções significativas da mortalidade materna e infantil, o aumento da cobertura vacinal e melhor controlo das doenças transmissíveis.
Relativamente à medicina tradicional, o ministro da saúde defendeu uma integração responsável deste conhecimento no sistema nacional de saúde, preservando o património cultural guineense e garantindo que a sua utilização seja regulamentada, segura e sustentada por evidências científicas.
O ministro reiterou o compromisso do Governo de expandir o acesso aos serviços essenciais de saúde, valorizar os profissionais do setor e garantir que todas as crianças sejam vacinadas, que todas as mulheres tenham acesso aos cuidados durante a gravidez e o parto e que todos os cidadãos possam beneficiar de serviços de saúde de qualidade, independentemente da sua localização ou condição económica.
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