Guiné-Bissau apresenta em Addis Abeba prioridades e propostas nacionais para acelerar desenvolvimento dos países Menos Avançados
(ANG) – O Governo, na pessoa da ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades apresentou, terça-feira, em Addis Abeba(Etiópia), as prioridades nacionais e propostas para reforçar o desenvolvimento dos países Menos Avançados (PMA).
Segundo o comunicado enviado hoje à ANG pela Assessoria de Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, as propostas e prioridades nacionais foram apresentadas por Fatumata Jau na Reunião da Revisão Ministerial Regional Africana de Meio Percurso do Programa de Ação de Doha (2022-2031, em curso em Addis Abeba.
O encontro, de acordo com o comunicado, reúne governos africanos e parceiros internacionais para avaliar os resultados alcançados na primeira metade da implementação do programa e definir as prioridades para os próximos anos.
Na sua intervenção, de acordo com a nota, a ministra da Negócios Estangeiros da Guiné-Bissau, Fatumata Jau destacou os progressos da economia traduzidos com o crescimento económico de 4,1 por cento em 2024, a desaceleração da inflação, melhorias na gestão das finanças públicas e avanços nos sectores da saúde, educação,proteção social, energia e conectividade.
A ministra sublinhou que a integração do programa de Ação de Doha e dos Objectivos de desenvolvimento Sustentável no Plano Nacional de Desenvolvimento 2026-2034, tem como o objetivo alinhar as prioridades nacionais aos compromissos internacionais.
Apesar dos avanças, Fatumata Jau reconheceu a persistência de desafios estruturais e apresentou uma agenda de reformas centrada na mobilização de receitas internas, diversificação da economia, valorização da cadeia do caju, economia azul, pescas sustentável, turismo e reforço das capacidades institucionais.
No Plano internacional, conforme o comunicado, a ministra defendeu que a vulnerabilidade multidimencional deve ser considerada nas decisões de apoio aos PMA, que o financiamento da adaptação e da resiliência não aumente o endividamento dos países e que haja maior responsabilização entre governos e parceiros de desenvolvimento face aos compromissos e resultados mensuráveis.
Durante as sessões de trabalho, a delegação abordou ainda temas ligados ao investimento no capital humano, a redução da pobreza, ciência, tecnologia,inovação e transformação estrutural da economia, com foto na criação de valor e emprego no território nacional.
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a participação em Addis Abeba enquadra-se numa estratégia de diplomacia económica e de desenvolvimento, destinada a reforçar a presença da Guiné-Bissau nos fóruns multilaterais, mobilizar parcerias, investimento e tecnologia, transformando a cooperação internacional em benefícios concretos para a população. ANG/LPG/ÂC/-SG