Proprietário de “Restaurante-bar Zona Verde” acusa Inspeção Geral de Turismo de ter decidido o “fecho ilegal” do seu estabelecimento
(ANG) – O proprietário do “Restaurante-bar Zona Verde”, situado no Bairro de Cuntum Madina, em Bissau, acusou a Inspecção Geral de Turismo de ter mandado encerrar, de “forma ilegal” o seu empreendimento comercial.
Em conferência de imprensa realizada no passado fim de semana, Cesário Rodrigues disse que estão a ser vítimas de falta de consenso entre a Associação dos Operadores Turísticos e o Governo, no que tange ao pagamento do Fundo de Turismo.
“As vezes, a Associação dos Operadores Turístico manda os seus associados para não pagarem o Fundo de Turismo porque está suspenso, devido as negociações para definição de novos formatos de pagamento, e o Ministério do Turismo faz igualmente a mesma coisa”, disse.
Cesário Rodrigues disse que, nos últimos dias, os Inspectores do Ministério do Turismo foram ao seu estabelecimento e lhe entregaram uma notificação na qual se informa que já foi retomado o pagamento do Fundo de Turismo.
“Foi neste sentido que dirigimos à sede da Associação dos Operadores Turísticos para apurar as informações que dão conta da retoma do pagamento do Fundo de Turismo e os responsáveis da associação disseram que não devemos pagar porque ainda não há um acordo para o efeito”, salientou.
“Por isso, ficamos pendurados sem saber se devemos ou não pagar o Fundo de Turismo”, disse Cesário.
Aquele responsável disse que o último pagamento do Fundo de Turismo foi em Dezembro de 2025, frisando que depois disso, mandaram-lhes suspender os pagamentos enquanto estão em negociações.
“Então os inspetores do Ministério do Turismo, chegaram aqui, há três dias e encerraram o meu estabelecimento”, afirmou Cesário Rodrigues.
Adiantou que fez várias diligências junto ao Ministério do Turismo no sentido de obter uma resposta para a reabertura do seu restaurante mas que nada surtiu efeito.
Disse que, no período da noite, mandou três dos seus trabalhadores para entrarem e pernoitarem no interior do estabelecimento, a fim de vigiarem o restaurante para não ser assaltado por gatunos que atuam naquela localidade.
Declarou que, volvidos dois dias os inspectores do Turismo voltaram e acusaram-lhe de ter violado e reaberto o estabelecimento, e que, por isso, mandaram levar 11 colchões e todas as cadeiras do Bar.
“Perante esta situação voltei ao ministério e pedi uma audiência com o Diretor-geral do Turismo, e exigiram-me para pagar a deslocação dos agentes de polícia e dos inspetores que foram apreender os materiais no Restaurante, no valor de 35 mil francos CFA”, disse.
Aquele responsável disse que pagou o montante a Direção Geral do Turismo como contrapartida para a recuperação dos seus materiais.
Cesário Rodrigues afirmou que, passando alguns minutos recebeu uma chamada do Director-geral do Turismo a dizer que não era aquele o valor que devia pagar, mas sim, um milhão e meio de francos CFA(1.500.000).
Disse que o próprio Director-geral garantiu-lhe que esse montante poderia ser reduzido entre um milhão e quinhentos mil francos CFA.
Rodrigues afirmou que o Director-geral de Turismo informou-lhe que não ordenou o encerramento de nenhum estabelecimento com pagamento regular, mas sim foram dado um prazo de dez dias para regularizarem as suas situações.
A ANG contactou hoje o Director-geral de Turismo na pessoa de Paulo Alberto para reagir à acusação do proprietário do Restaurante Bar Zona Verde mas este afirmou que. recebeu orientações do ministro do Turismo para não falar sobre o assunto. ANG/ÂC//SG