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China/Seminário sobre Comércio e Investimento recomenda divulgação de produtos comerciais da Guiné-Bissau junto de investidores chineses

China/Seminário sobre Comércio e Investimento  recomenda divulgação de produtos comerciais da Guiné-Bissau junto de investidores chineses

(ANG) – O seminário de capacitação sobre Facilitação do Comércio e Investimento entre a República Popular da China e os países de Língua Oficial Portuguesa recomendou, entre outras,  o reforço da promoção da Guiné-Bissau  junto de potenciais investidores chineses e a identificação de produtos nacionais com potencial de exportação para a China.

A revelação foi feita  pelo Diretor-geral da Agência de Notícias da Guiné(ANG), Bonifácio Malam Sanhá que participou nessa formação, decorrida entre 03 e 15 deste mês, em Pequim e Guangzhou, na República Popular da China.

A criação de parcerias entre empresas guineenses e chinesas e o reforço da formação técnica dos quadros nacionais nas áreas de comércio e investimento, a transformação local do caju, do pescado e de outros produtos nacionais, bem como a melhoria das infraestruturas e das condições logísticas necessárias ao comércio, são outras recomendações deste evento.

Aquele responsável, disse num relatório, que o seminário permitiu ainda conhecer aspetos da experiência chinesa no processo de desenvolvimento económico, com destaque para os investimentos em infraestruturas, educação, ciência e tecnologia, industrialização, modernização agrícola e promoção do comércio internacional.

Sublinhou que, a experiência chinesa evidenciou também a importância do planeamento económico, da criação de condições favoráveis ao investimento e do estabelecimento de mecanismos destinados a facilitar a atividade empresarial.

Com relação a China e países da CPLP com potencial para ampliar relações comerciais, o relatório, indica que, as sessões realizadas durante o seminário indicam a existência de um potencial  significativo favorável ao incremento das relações comerciais e de investimentos entre a China e a Comunidade de  Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Os países lusófonos dispõem de recursos naturais, produtos agrícolas, potencial turístico, recursos pesqueiros e oportunidades nos setores energético e industrial, enquanto que a China possui capacidade financeira, tecnológica, industrial e empresarial que pode contribuir para a implementação de projetos estruturantes capazes de gerar benefícios mútuos”, refere o relatório.

No seminário foi assente a necessidade de os países   da CPLP apresentassem propostas de projetos concretos, viáveis e devidamente estruturados, de forma a facilitar a atração de investidores e a criação de relações comerciais de longo prazo.

Segundo Bonifácio Sanhá, durante a visita a Guangzhou, os participantes puderam conhecer  o Guangzhou Meibo Mercado, especializado na cadeia de valor da indústria de beleza, e o Mercado Grossista de Vestuário de Liuhua, considerado um dos maiores mercados especializados em vestuário para o comércio externo daquela cidade.

Para o  Diretor-geral da Agência de Noticias da Guiné,  a participação da Guiné-Bissau nesse seminário , permitiu identificação de  novas oportunidades de cooperação económica e comercial entre a China e os  países de língua oficial portuguesa.

O seminário reuniu representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, Paraguai e São Tomé e Príncipe, além de técnicos, responsáveis institucionais e especialistas chineses, uma iniciativa organizada pela Academia de Funcionários de Negócios Internacionais (AIBO), sob a coordenação do Ministério do Comércio da República Popular da China.

Durante o encontro, os participantes tiveram contacto com temas ligados ao comércio internacional, políticas de investimento, desenvolvimento económico e industrial, atração de investimento estrangeiro, comércio eletrónico, economia digital, infraestruturas, agricultura, logística, tecnologia, inovação, zonas económicas especiais, turismo e desenvolvimento sustentável.

As diferentes delegações   ainda visitaram  a Feira Internacional de Comércio de Serviços da China (CIFTIS), iniciativa promovida pelo Ministério do Comércio da China e pelo Governo Municipal de Pequim, que reúne diferentes setores de serviços, incluindo telecomunicações e informação, finanças, cultura e turismo, saúde, logística e transportes.

No que refere a agricultura, pesca e infra-estruturas entre oportunidades para a Guiné-Bissau, Malam Sanhá disse que o seminário permitiu identificar áreas com potencial para o aprofundamento da cooperação económica e comercial com a China.

Entre os setores destacados estão a agricultura, com particular atenção à produção e transformação de arroz, caju, frutas e outros produtos; a pesca, através da modernização da conservação, transformação e comercialização do pescado; e as infraestruturas, incluindo estradas, energia, água, transportes e armazenamento.

“O turismo costeiro, cultural, histórico e ecológico também é apontado como uma área com potencial, assim como a indústria, através da criação de unidades de transformação de produtos nacionais”, lê-se no relatório.

No domínio comercial, o relatório destaca ainda a necessidade de identificar produtos guineenses com potencial de exportação para o mercado chinês e outros mercados internacionais.

Entre as principais lições retiradas do seminário Bonifácio Sanhá aponta a necessidade de reforçar a capacidade institucional de promoção do investimento, melhorar o ambiente de negócios, formar recursos humanos e investir em infraestruturas.

O relatório aponta igualmente  a transformação local dos produtos nacionais, a diversificação das exportações, o aproveitamento das novas tecnologias e o reforço das relações entre os setores público e privado.

 Propõe-se, por outro lado, a criação de uma carteira de projetos de investimento da Guiné-Bissau, devidamente estruturados e acompanhados de estudos de viabilidade.

O relatório conclui que a participação no seminário constituiu uma oportunidade de formação e de conhecimento da experiência chinesa, podendo contribuir para o reforço da cooperação entre a Guiné-Bissau, os demais países da CPLP e a República Popular da China.

O documento recomenda que os conhecimentos adquiridos sejam partilhados com as instituições nacionais e transformados em ações concretas, sobretudo nas áreas de promoção do investimento, desenvolvimento de projetos produtivos, diversificação das exportações e criação de parcerias económicas. ANG/MI/ÂC//SG

 

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